Sporting derrotado em Bodo: Reação dos jogadores e equipa técnica

  1. Sporting perdeu por 0-3 em Bodo, Noruega
  2. Nuno Santos pediu tranquilidade aos adeptos
  3. Gonçalo Inácio admite "derrota justa"
  4. Rui Borges assume responsabilidade

A derrota do Sporting em Bodo, Noruega, por 0-3, deixou adeptos e jogadores visivelmente frustrados, com gritos de “são uma vergonha” e “joguem à bola” a ecoarem à saída do estádio. No rescaldo do jogo, a equipa técnica e os jogadores não esconderam a desilusão com o resultado e a exibição, apontando falhas e, ao mesmo tempo, mantendo a esperança na reviravolta em Alvalade. Nuno Santos, um dos que enfrentou a contestação, pediu tranquilidade aos cerca de 400 adeptos que viajaram para apoiar a equipa. As palavras de ordem agora são de união e trabalho para o jogo da segunda mão, onde se espera uma imagem diferente do Sporting.

Gonçalo Inácio foi um dos primeiros a admitir as falhas. “Não estávamos a conseguir ter o timing de pressão e faltou atitude da nossa parte. Acabou por ser uma derrota justa. O Bodo conseguiu ter mais vezes a bola e, como disse, passou muito por não conseguirmos ter esse timing de pressão junto do adversário”, afirmou o defesa. Contudo, a crença na recuperação mantém-se: “Tentámos até ao fim, impor o nosso jogo, sabíamos que com 2-0 seria complicado, mas para nós nada é impossível. Se é possível? A jogar no Sporting tudo é possível.” Uma visão partilhada por Hjulmand, que também acredita que “Tudo é possível, a eliminatória ainda está em aberto”.

Rui Borges, o treinador, assumiu a responsabilidade pela derrota, focando na falta de atitude. “Mais do que a estratégia em si, tem muito que ver com a atitude competitiva e a disponibilidade física que teríamos de ter para este jogo e não tivemos, principalmente na primeira parte. Tínhamos de ter essa disponibilidade a 100%, houve muita falta de energia em muitos jogadores. Entrámos bem até na primeira parte, mas fomos criando alguma desconfiança. Faltaram-nos timings de pressão porque essa atitude competitiva não estava como devia estar”, analisou o técnico. Questionado sobre a causa dessa falta de atitude, Rui Borges ponderou: “Penso que não tem que ver com a frescura. Também há o processo de adaptação ao campo (sintético), mas isso não é desculpa. É um pouco de tudo, é perceber onde é que eu falhei porque a culpa é do treinador e eu assumo a responsabilidade.” Em relação ao futuro, o treinador garantiu: “Vamos esperar uma equipa que quer ganhar e tentar fazer algo inédito. Estamos com a eliminatória em 3-0 e temos 90 minutos para dar outra imagem e mostrar o que somos enquanto equipa. Não somos o que fomos hoje. Somos muito mais. É mostrar a verdadeira força do Sporting, coletiva e individual. Em nossa casa.”

Ivan Fresneda, um dos jogadores em campo, reforçou a análise de Rui Borges e a fé na recuperação. “Acho que entrámos muito bem no jogo, nos primeiros minutos estivemos bem. Depois baixámos o bloco e eles controlaram completamente nos primeiros minutos. Eles mereceram marcar os golos. Perdemos as referências nos golos e acho que faltou um bocadinho de atitude na 1.ª parte. Na 2.ª entrámos muito bem, tentámos impor o nosso jogo, mas acabaram por fazer o terceiro. Sem dúvida, mereceram ganhar, mas isto é um jogo a duas mãos e temos a segunda em nossa casa para vencer”, disse Fresneda à Sport TV. Sobre as dificuldades impostas pelo adversário, explicou: “Sim, é uma equipa que tem muitos jogadores no mesmo lado. Têm jogadores muito bons para esse tipo de jogo. Entendem-se muito bem e jogam muito bem uns com os outros. Mas faltou-nos atitude na 1.ª parte para defender algumas ações. É um jogo a duas mãos. Claro que perder 3-0 torna o jogo muito complicado, mas tudo o que não conseguimos dar hoje, temos de dar no nosso estádio.” Questionado sobre a sua adaptação ao corredor esquerdo, Fresneda admitiu: “Acaba por ser um bocado do mesmo. Obviamente não é a minha posição habitual, mas o importante é ajudar a equipa. O facto de eles meterem muitos jogadores num lado criou-nos problemas e acabou por fazer a diferença na 1.ª parte, quando eles marcaram aqueles dois golos.” O lateral espanhol concluiu com uma mensagem de esperança: “Sim, claro. Temos de dar tudo o que não conseguimos dar hoje na 2.ª mão. Vai ser um jogo muito complicado, perdemos 3-0, mas é óbvio que é possível e nós temos capacidade para isso.”

Daniel Bragança, por sua vez, também reconheceu a justiça do resultado. “Não há outra coisa a fazer senão pensar no próximo jogo e analisar o que foi este. Temos de ver o que não correu bem para sairmos daqui com este resultado que foi um bocadinho pesado. Agora é preciso corrigir para melhorar no jogo seguinte e tentarmos igualar o jogo para o levarmos para prolongamento. Dificultámos um bocadinho a nossa vida, mas ainda há 90 minutos para jogar. Temos de ver o que correu mal e entrar com energia na próxima partida”, afirmou o médio. Sobre os índices físicos, Bragança refutou a superioridade do adversário: “Nós estamos a 100%, só temos de assumir o que aconteceu aqui… há jogos assim. Vamos tentar melhorar para entrarmos com mais intensidade e mais energia. O míster disse ao intervalo que era preciso mais energia, correu mal, e vamos tentar melhorar.” Por fim, o jogador reafirmou o seu compromisso com o Sporting: “Estou aqui para jogar e para ajudar o Sporting, e o míster é que decide se jogo 10, 40 ou 90 minutos.”

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