Na antevisão ao aguardado duelo europeu, Rui Borges, técnico principal do Sporting, abordou as dificuldades enfrentadas na lateral-esquerda, após as ausências de Maxi Araújo (castigado) e Ricardo Mangas (lesionado). A necessidade de uma nova solução levou o treinador a ponderar as suas escolhas, incluindo a reintegração de jogadores que regressam de lesão.
Rui Borges revelou as suas considerações sobre a condição física de alguns atletas: “Almofada? Tenho de perceber algumas coisas com os adjuntos. O Nuno e o Dani [Bragança] vieram de lesões no joelho. Mas a adaptação ao relvado não será apenas para os que estiveram lesionados. Todos os outros têm de adaptar-se”
, disse Rui Borges. A questão da disponibilidade de Nuno Santos foi igualmente abordada: “Se está aqui, é porque pode jogar. Vamos ver, se não jogar ele, terei de adaptar alguém. E ainda há o [David] Moreira, que também está na convocatória. Às vezes...”
” O treinador do Sporting sublinhou a importância de ouvir os jogadores, mas também de ter uma perspetiva externa: “O Nuno vem de uma paragem longuíssima. Naquilo que é a parte física, ainda não é ele. Técnica e taticamente, está lá. Gosto de perceber o que ele acha; nós também, de fora, temos a nossa perceção, porque senão o jogador, mesmo a andar a passo, diz que está bem. Todos querem jogar”
, acrescentou.
Em relação ao relvado sintético do Bodo/Glimt, Rui Borges foi perentório, afirmando que “jamais servirá de desculpa”
para qualquer resultado negativo. O treinador assegurou que a equipa está preparada para as condições de jogo: “Se falei com os jogadores? Há algum tempo. Sim, claramente que sim. Eles hoje em dia têm acesso a qualquer tipo de botas. Têm de estar prontos para qualquer tipo de exigência do jogo. Não serve de desculpa. Mas é um pouco diferente do que jogar na relva. A bola pode rolar mais ou menos, consoante o relvado esteja molhado. Há jogadores que, nas rotações, o relvado prende mais, na tração para ganhar velocidade... mas jamais servirá de desculpa”
, explicou Rui Borges.
Apesar do respeito pelo adversário, Rui Borges mostrou-se confiante na capacidade da sua equipa: “Para mim, não é surpreendente, só para quem não acompanha muito. Só de olhar para o Bodo/Glimt nos últimos meses... eles foram às meias-finais da Liga Europa. Este ano já bateram grandes equipas europeias. Ambas as equipas vão ter uma ambição enorme, mas diferentes na sua ideia. Duas equipas determinadas em marcar a sua história, nessa parte são muito idênticas, mas cada uma com as suas armas”
, afirmou Rui Borges. O técnico recordou o percurso do adversário, enfatizando a sua qualidade: “O Sporting já fez história, agora é continuar a sonhar. O Bodo/Glimt já venceu grandes equipas em casa, mas também fora. No seu campeonato, não foi campeão, mas teve o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato. Conseguiu uma média de 3 golos marcados em casa. É a equipa na Champions que marca mais em contra-ataque. Temos de estar preparados”
, concluiu.
Por sua vez, Nikita Haikin, guarda-redes do Bodo/Glimt, partilhou as suas perspetivas sobre o reencontro com Portugal e o confronto com o Sporting. Haikin expressou o seu carinho por Portugal: “Só tenho boas memórias de Portugal, tenho saudades. Gostava de ter ficado por mais tempo, mas tudo acontece por uma razão. O meu caminho trouxe-me à Noruega, por isso estou muito grato. Estamos muito entusiasmados por estar aqui, trabalhámos imenso”
, disse Haikin. O guarda-redes refletiu sobre a trajetória da sua equipa: “Tem sido incrível. Metemos o nosso nome no mapa, internacionalmente. As pessoas demonstram interesse no nosso percurso, e nós continuamos a subir a fasquia, espero que seja possível continuar desta forma”
, acrescentou.
Nikita Haikin teceu elogios ao Sporting, reconhecendo a qualidade do adversário: “É uma equipa muito interessante, jogam um futebol muito moderno, em 4-2-3-1, com transições rápidas, jogadores de grande qualidade, com grande habilidade técnica. Portugal é conhecido por isso. Vai ser um grande teste para nós, não os vamos subestimar. Estamos muito entusiasmados por estar aqui, para jogar contra o Sporting”
, afirmou o guarda-redes. O foco do Bodo/Glimt, segundo Haikin, está no desempenho: “Uma coisa boa no Bodo/Glimt, é que não é um clube muito focado nos resultados, mas sim focado no desempenho. A vantagem por jogarmos em casa é crucial. Vamos tentar dar o máximo contra eles, vai ser um jogo interessante, de certeza”
. Questionado sobre o que seria um bom resultado, Haikin respondeu: “Um bom resultado seria dar o nosso melhor, manter o plano, não mudar muito, e ver onde isso nos leva. Estamos focados nisso”
. O guarda-redes não esqueceu a possibilidade de reencontrar Rui Silva, com quem se cruzou no Nacional: “Talvez troquemos. Já não o vejo há muitos anos, é por isso que amo o futebol. Nunca sabemos quando nos voltamos a cruzar, estou entusiasmado”
, concluiu Nikita Haikin.