FPF Apresenta Plano Estratégico 2024-2036 para Revolucionar Futebol Nacional

  1. FPF apresenta Plano Estratégico 2024-2036
  2. Meta de 400 mil praticantes federados até 2036
  3. Criação da primeira licenciatura em futebol em 2028
  4. Mundial 2030 como motor de desenvolvimento

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou o seu Plano Estratégico 2024-2036, com o objetivo de revolucionar o futebol nacional e elevá-lo a um patamar de excelência global. Este plano ambicioso visa transformar Portugal na “nação do futebol”, um desígnio que Pedro Proença, presidente da FPF, já destaca como uma “nova cultura de vitória”.

Um dos pilares fundamentais deste plano é o significativo aumento do número de praticantes federados. A FPF tem como meta “atingir até 2036 o número de 400 mil praticantes federados. O que significa um aumento de 40 por cento relativamente aos 250 mil que existiam em 2025.” Esta meta ousada implica que “em 2036, um em cada dez portugueses com menos de 45 anos será atleta federado de futebol.” Para o futebol feminino, a aposta é igualmente robusta, procurando-se “em dez anos, praticamente triplicar o número de praticantes. De 21 mil jogadoras em 2025, o Plano Estratégico quer passar para 27 mil em 2028, 40 mil em 2032 e por fim 60 mil jogadoras em 2026.” Além disso, a FPF pretende uma “Liga feminina em que todas as equipas sejam profissionais (atualmente só quatro o são). A ideia é aumentar para seis equipas profissionais em 2028, oito em 2030 e dez em 2032.”

A formação e o conhecimento são outros eixos estratégicos. A FPF quer ser “pioneira a nível mundial na criação da primeira licenciatura em futebol, em 2028, e com a fundação da Universidade do Futebol, a construir na quinta fase da Cidade do Futebol, em Oeiras.” Esta Universidade oferecerá a “primeira Licenciatura em Organização e Gestão do Futebol”. A arbitragem também será alvo de uma “Revolução na arbitragem”, com o objetivo de “triplicar o número de árbitros. Ou seja, em 2025 havia 4.442 árbitros; em 2036 a Federação quer que sejam 13 mil árbitros.”

A projeção da marca FPF a nível internacional é crucial. O plano visa “manter o estatuto de seleção mais seguida do mundo nas redes sociais” e “atingir até 2036 os 70 milhões de receitas em patrocínios e merchandising”, com a ambição de “tornar a marca FPF na quinta maior marca desportiva do mundo.” Para isso, a Federação “espera poder continuar a contar com Cristiano Ronaldo como parceiro e principal embaixador, mesmo após o final da carreira do capitão.”

No domínio das competições, a FPF ambiciona “a conquista de um título internacional, até 2036, e a disputa da Taça de Portugal e da Supertaça Cândido de Oliveira em ‘final four’.” Pedro Proença, após “reduzir as meias-finais da Taça a um só jogo e da entrada dos clubes do topo da I Liga apenas na quarta eliminatória, admite mais mudanças” e a “possibilidade de introdução de uma ‘final four’” na Supertaça e na Taça de Portugal.

Finalmente, o Mundial 2030, que Portugal organiza em conjunto com Espanha e Marrocos, é encarado como uma poderosa ferramenta de desenvolvimento. A FPF vê o evento como uma “plataforma de inovação e o grande motor de desenvolvimento do Plano Estratégico”, prometendo “modernizar infraestruturas, formar novos quadros, criar programas de qualificação, introduzir soluções tecnológicas e criar experiências imersivas que, dizem, redefinirão a experiência do adepto.”

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