Clássico: Porto e Sporting empatam, mas treinadores divergem sobre domínio em campo

  1. Francesco Farioli diz que FC Porto foi "controlador"
  2. Rui Borges afirma que Sporting "foi a equipa muito mais senhora do jogo"
  3. Sporting teve 55% de posse de bola
  4. Expected goals do Sporting (1.29) superior ao FC Porto (0.77)

O Clássico entre FC Porto e Sporting terminou com um empate a uma bola, mas a perspetiva dos dois treinadores sobre o que se passou em campo foi totalmente diferente. Enquanto Francesco Farioli, técnico dos dragões, considerou que o FC Porto foi controlador e “a equipa que tentou tudo para vencer”, Rui Borges, do Sporting, foi mais longe na sua análise pós-jogo, sugerindo uma superioridade clara da sua equipa no relvado do Estádio do Dragão.

Rui Borges afirmou categoricamente: “No cômputo geral, fomos a equipa muito mais senhora do jogo. Faltou-nos em alguns momentos sermos mais agressivos na procura da baliza do FC Porto, mas tivemos sempre o jogo bastante controlado. Foi um jogo em alguns momentos expectante, mas connosco por cima. Entrámos muito bem, a querer ter bola e a empurrar o FC Porto para o seu meio-campo, e quebrámos a pressão do adversário. Depois o FC Porto foi equilibrando o jogo, mas melhorámos na parte final da primeira parte e entrámos melhor na segunda. Faltou-nos alguma agressividade no último terço. No único lance que o FC Porto tem na segunda parte, faz golo. Foi feliz e teve mérito. Depois tivemos de correr atrás do prejuízo. Merecemos o empate, que acaba por ser pouco, apesar de não termos criado grandes oportunidades. Mas estivemos mais perto da baliza do FC Porto do que o FC Porto da nossa baliza.” Esta declaração de Rui Borges sugere uma dominância leonina que, de facto, encontra eco em algumas estatísticas, que ajudam a sustentar esta visão do treinador visitante. Os números do SofaScore, parceiro do Maisfutebol, demonstram uma ligeira vantagem do Sporting no Clássico. Os leões registaram 55 por cento de posse de bola, contra os 45 por cento do FC Porto. Além disso, o valor de expected goals (golos esperados) do Sporting foi significativamente superior (1.29 contra 0.77 do FC Porto), um dado que foi inflacionado pelo lance do penálti a terminar a partida.

A equipa de Rui Borges demonstrou maior iniciativa ofensiva, com um total de 11 remates, em comparação com os oito do conjunto de Francesco Farioli. No entanto, é relevante notar que mais de metade dos remates do FC Porto ocorreram na jogada que resultou no golo de Seko Fofana, que só conseguiu marcar à quinta tentativa. Apenas um dos remates dos dragões foi enquadrado na baliza (o do golo), enquanto o Sporting conseguiu três pontapés na direção da baliza de Diogo Costa. O Sporting mostrou-se mais ousado na área adversária, com 22 toques na baliza do FC Porto, contra os 16 dos portistas. Os leões também acumularam mais passes no último terço do terreno (82 contra 53). Uma das maiores discrepâncias registou-se no número de cantos, com o FC Porto a ter apenas um em toda a partida, enquanto o Sporting alcançou os oito. No entanto, no capítulo defensivo, o FC Porto teve uma ligeira superioridade. Embora o Sporting tenha vencido mais duelos no solo (33 contra 25), os dragões impuseram-se nos duelos aéreos, ganhando 65 por cento (11 em 17). O FC Porto também se destacou nos desarmes, com 25 contra os 20 do Sporting, evidenciando uma maior disparidade defensiva entre as equipas neste aspeto. As performances individuais também foram analisadas pelo SofaScore, que atribuiu uma pequena vantagem ao FC Porto, com uma classificação média de 6.76 contra 6.68 do Sporting. Diogo Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Martim Fernandes e Seko Fofana foram os jogadores do FC Porto que superaram a barreira dos sete pontos, enquanto Alberto Costa foi o único a ficar abaixo dos 6.0.