Rui Borges: “Fomos melhores em tudo, o empate já é pouco”

  1. Sporting empata 1-1 com FC Porto
  2. 21.ª jornada da Liga
  3. Rui Borges satisfeito com atitude
  4. Luis Suárez marcou golo com problemas físicos

O treinador do Sporting, Rui Borges, abordou a prestação da sua equipa após o empate a um golo com o FC Porto, no Estádio do Dragão, em jogo a contar para a 21.ª jornada da Liga. Apesar do resultado, Borges mostrou-se orgulhoso da atitude e personalidade dos seus jogadores, embora com um sabor agridoce pela pontuação final.

Rui Borges não escondeu a sua insatisfação face ao empate, afirmando: “Não saio satisfeito (com o empate), queria ganhar. Fomos melhores em tudo, o empate já é pouco, quanto mais a derrota. A equipa está mais vezes na área adversária e assim vamos estar sempre mais perto de marcar, que é o que desejamos.” O técnico destacou a ambição do Sporting e a sua capacidade de estar constantemente perto da baliza adversária, o que, para ele, justifica a produção ofensiva da equipa. Questionado sobre os golos marcados nos últimos minutos, Borges desmistificou qualquer ideia de “estrelinha”, atribuindo-a à qualidade e persistência dos seus jogadores: “Só se for o meu avô, graças a Deus. Somos a equipa com mais ataques e golos marcados (na Liga), é natural que a qualquer momento façamos golo, seja no primeiro ou no último minuto.” Esta declaração realça a confiança na capacidade da equipa de marcar a qualquer momento do jogo, independentemente da fase da partida.

A análise de Rui Borges aprofundou-se na performance tática e individual, sublinhando a liberdade dos seus jogadores e a adaptabilidade da equipa: “Os grandes jogadores jogam em qualquer lado. Eles têm essa liberdade dentro dos jogos. Tendo em conta o adversário e não fugindo à nossa ideia de jogo, vamos mudando. São jogadores diferenciados que dão resposta em qualquer parte do campo.” Sobre a estratégia em campo, o treinador leonino defendeu a opção pelo 4-4-2: “O 4-4-2 é a nossa imagem, a única diferença foi o Trincão à esquerda. Mas ganhámos em Bilbau assim. Pelo adversário, que é direto, e o momento do jogador, queríamos ter o Pote mais “limpo” para tomar melhores decisões. Mesmo com o FC Porto a querer pressionar, conseguimos sempre sair, pelo corredor ou pela zona central. Conseguimos instalar-nos muitas vezes no meio-campo do FC Porto, só faltou melhor definição em algumas jogadas. Jogámos contra uma equipa muito forte, que é muito competitiva e nos dificultou algumas ações.”

O treinador verde e branco sublinhou a superioridade do Sporting na partida: “No cômputo geral, fomos a equipa muito mais senhora do jogo. Faltou-nos em alguns momentos sermos mais agressivos na procura da baliza do FC Porto, mas tivemos sempre o jogo bastante controlado. Foi um jogo em alguns momentos expetante, mas connosco por cima. Entrámos muito bem, a querer ter bola e a empurrar o FC Porto para o seu meio-campo, e quebrámos a pressão do adversário. Depois o FC Porto foi equilibrando o jogo, mas melhorámos na parte final da primeira parte e entrámos melhor na segunda. Faltou-nos alguma agressividade no último terço. No único lance que o FC Porto tem na segunda parte, faz golo. Foi feliz e teve mérito. Depois tivemos de correr atrás do prejuízo. Merecemos o empate, que acaba por ser pouco, apesar de não termos criado grandes oportunidades. Mas estivemos mais perto da baliza do FC Porto do que o FC Porto da nossa baliza.” Borges elogiou ainda a conduta da equipa, mesmo após o golo sofrido: “O FC Porto faz golo no único lance de perigo que tem perto da nossa baliza. Estávamos personalizados com bola. E depois foi correr atrás do prejuízo e acabámos por conseguir o empate.”

A questão física de Luis Suárez foi outro ponto de análise por parte de Rui Borges, que revelou: “Teve um desconforto muscular. Isso até condicionou mais a parte defensiva, para sermos em alguns momentos mais pressionantes.” No entanto, o treinador elogiou a vontade do avançado: “O Luis (Suárez) não estava a 100 por cento, jogou a segunda parte com problemas físicos, mas quis continuar e ainda bem porque acabou por fazer o golo. Apesar disso tirou-nos alguma capacidade de pressão, mas soubemos ficar organizados.” Apesar de um ponto ganho, Borges mantém o foco nos próximos desafios: “Ainda falta muito, o meu bloco de notas está no Famalicão (próximo adversário na Liga). São jogos diferentes.” E concluiu sobre a qualidade do adversário: “Defrontámos uma equipa que defensivamente é fortíssima, os números dizem isso. Temos de dar mérito ao adversário por nos conseguir anular em alguns momentos.”

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