Após o empate obtido contra o Gil Vicente, Rui Borges, treinador da equipa, deu início à sua análise lamentando a falta de eficácia demonstrada pelos seus jogadores. “Na primeira parte, não entrávamos muito bem nos primeiros 15, 20 minutos. O Gil acabou por, na primeira parte, conseguir criar-nos ali um ou outro lance mais de perigo na área com bolas paradas. Em jogo corrido, não me recordo de nenhum lance que tenha conseguido criar-nos qualquer perigo. Na primeira parte, onde poderíamos ter sido mais objetivos em alguns momentos, poderíamos ter criado mais situações perto da baliza e ter feito alguns cruzamentos para o golo. Podíamos ter sido mais incisivos na área, andámos muito no apoio”
, afirmou Borges.
Sobre o desempenho da sua equipa, o técnico continuou: “Na parte final da primeira parte, não durámos ali com alguns cruzamentos, principalmente por Simões. Na segunda parte, onde entrámos muito bem, podíamos ter feito 2-0 e matado o jogo. Até o lance do golo, sinceramente, até à expulsão de Inácio, nós tínhamos o jogo minimamente controlado, só que o perigo do Gil vinha um bocadinho das bolas paradas, agressivos, principalmente nas segundas bolas. Tirando isso, conseguimos controlar o jogo, mas, a partir dos 20 minutos da segunda parte, perdemos algumas bolas que não precisávamos de perder e deixámos o Gil acreditar nas transições. Com menos um jogador, acabámos por permitir que o Gil chegasse ao empate. Nos últimos minutos, foi mais com o coração do que com outra coisa qualquer.”
Análise da Expulsão de Inácio
Rui Borges também comentou a expulsão do seu jogador Gonçalo Inácio, afirmando que isso teve um impacto negativo na dinâmica da partida. “Acabámos por não dar muito sentido àquilo que eu iria pedir, dentro daquilo que eram os jogadores que tínhamos em campo. É o que é, faz parte do jogo, ele levanta a cabeça e seguimos o nosso caminho. Apesar das dificuldades, a atitude da equipa esteve sempre presente, do início ao fim. E, apesar de tudo, fizemos um bom jogo, com muita qualidade, em alguns momentos acima da média. Como já referi, poderíamos ter feito 2-0, mas não o fizemos, e acabámos por deixar o Gil acreditar até ao fim”
, destacou o treinador.
Preparação para o Próximo Jogo
Por fim, ao discutir os desafios futuros, Borges disse: “Já estou a pensar no que tenho de fazer para o próximo jogo, que são as minhas finais da Taça da Liga. Não está Inácio e não temos muitas soluções para defesas centrais. A minha cabeça já está a encontrar soluções para tornar a equipa novamente competitiva e fazemos um bom jogo para estarmos na final.”
O técnico sublinhou ainda a importância do foco, reforçando que “há muito jogo para disputar, há muitos pontos em jogo. Estamos apenas focados naquilo que conseguimos controlar e no que temos de fazer para melhorar.”