Santa Clara e Rio Ave preparam embate decisivo nos Açores

  1. Sotiris Silaidopoulos antevê jogo difícil
  2. Rio Ave vem de derrota contra Alverca
  3. Petit quer frustração em motivação
  4. Rio Ave tem 4 vitórias fora de casa

O palco está montado nos Açores para um confronto que promete ser de grande intensidade entre Santa Clara e Rio Ave, a contar para a 29.ª jornada do campeonato. Sotiris Silaidopoulos, técnico dos vila-condenses, antevê um encontro “muito difícil, frente a uma equipa agressiva” e que se mostra “sempre complicada de bater na própria casa”. O helénico, contudo, acredita no potencial da sua equipa: “São jovens e jogam com vontade, são bons a atacar os espaços, pois são muito rápidos. Mas é um jogo que nos vai obrigar a ser tanto taticamente coesos como mentalmente muito fortes. É um jogo onde as duas equipas têm muito pelo que estarem motivadas para vencer”, sublinhou o treinador. Esta partida assume especial importância após a derrota do Rio Ave com o Alverca, um resultado que “não esperávamos ter e sinto que, de alguma forma, traímos os nossos próprios valores, especialmente na primeira parte”.

Silaidopoulos reconhece que “ao analisar o jogo, consegui perceber que não começámos tão bem como devíamos, sofremos o golo e não estivemos com o nosso padrão. Mas ressalvo a reação após o intervalo, lutámos e tentámos vencer. Tivemos boas oportunidades para empatar e até para vencer. Se marcássemos, a história seria diferente. Temos de ter estabilidade para ter bons resultados e temos de manter os parâmetros que criámos nos últimos meses. Precisamos de ter mais eficiência”. O técnico do Rio Ave aponta ainda as áreas onde a sua equipa terá de ser mais eficaz frente ao Santa Clara: “São muito agressivos e defendem bem. O Santa Clara está sempre à espera de ganhar a bola e sair no contra-ataque, portanto não podemos entregar-lhes a bola de mão beijada, temos de controlar as transições. Temos de ser muito posicionais a atacar e, claro, ter em atenção as bolas paradas, porque aí o Santa Clara é muito perigoso. Estamos a criar muito dentro do jogo, acho que marcámos há quatro jogos consecutivos. Portanto, temos de faturar e corrigir os aspetos menos bons da primeira parte com o Alverca”.

Do lado dos açorianos, Petit, técnico do Santa Clara, quer ver a frustração sentida pela derrota (2-3) frente ao Sporting em Alvalade convertida em motivação para o embate com o Rio Ave. “Senti frustração. Nós não podemos controlar aquilo que se passa no jogo, podemos apenas controlar aquilo que são os nossos comportamentos. E senti no final de jogo a equipa frustrada, pelo jogo que fez, por aquilo que criou, por aquilo que marcou, e acho que poderíamos ter saído... - não tirando o mérito da vitória do Sporting, é claro -, mas é o que eles disseram e essa frustração tem de ser passada para o próximo jogo, para obter aquilo que nós não conseguimos, os três pontos”, revelou o treinador. Petit desvaloriza a diferença pontual entre as equipas, defendendo que “o próximo é sempre o mais importante. As duas equipas têm um registo, nos últimos seis jogos, muito idênticos, naquilo que têm sido os resultados. Sabemos que estão com 30 pontos, que é um jogo importante para nós, jogamos na nossa casa e queremos voltar às vitórias. Sabemos também que o Rio Ave, das sete vitórias que tem, quatro são fora do seu estádio. Vamos esperar um adversário difícil, mas com a mesma identidade, o mesmo compromisso e a mesma qualidade que temos apresentado nos últimos jogos”. Sobre a possível titularidade de Gonçalo Paciência, que bisou frente ao Sporting, Petit é cauteloso: “O Gonçalo [Paciência] é um jogador que teve um período sem jogar e que tem vindo a trabalhar. É claro que nós sabemos da qualidade dele, do que nos pode dar, mas ainda não consegue fazer os 90 minutos. É um jogador diferente dos que temos aqui, tanto do Elias [Manoel] como do Fernando. Mas ele entrou bem no jogo, conseguiu criar oportunidades, fazer golos, mas o Fernando também fez um grande trabalho ao longo dos minutos que esteve em campo, porque trabalhou, lutou, criou espaço para os outros tentarem criar essas oportunidades. Por isso, amanhã o jogador que jogar vai dar uma boa resposta, e aquele que possa entrar também no decorrer do jogo, possa também fazer o que também o Gonçalo [Paciência] fez”. Sotiris Silaidopoulos reforça ainda a importância da permanência: “Sei que se costuma dizer que com 35 pontos estamos safos, disse isso várias vezes também. Mas vamos jogo a jogo, semana a semana e, depois, vemos quantos tempos. O importante é conseguir a permanência o mais rapidamente possível. Em cerca de oito meses aqui, percebi que não há jogos fáceis em Portugal, portanto é importante manter o foco”.

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