Massagista Carlos Machado celebra 500 jogos na I Liga com o Moreirense

  1. Carlos Machado celebra 500 jogos na I Liga.
  2. Iniciou a carreira em 1984.
  3. Vítor Magalhães é figura decisiva no clube.
  4. Momento mais feliz foi a subida em 2001/02.

Carlos Machado, o massagista de 66 anos do Moreirense, alcançou um marco histórico: 500 jogos na I Liga portuguesa. Uma trajetória que começou há mais de 40 anos, quando o clube ainda competia na III Divisão nacional, e que o próprio Machado nunca imaginou que atingiria tal dimensão.

“Nunca contei que iria participar em 500 jogos da I Liga. Quando subimos pela primeira vez, pensei para mim que ficaríamos um ano ou dois. Antes de subir à I Liga, o nosso gosto era poder jogar com um 'grande' para a Taça. Nunca ninguém pensava que iríamos chegar à I Liga e ficar por lá anos e anos. É para continuar”, revelou Machado à Lusa. A sua jornada começou em 1984, a convite de Armindo Cunha, numa altura em que, como a maioria na vila de Guimarães, trabalhava numa empresa têxtil. “Não percebia nada do ofício. Trabalhava numa empresa têxtil, como a maioria das pessoas aqui. Trabalhava das 06:00 às 14:00, chegava a casa, almoçava e vinha para o 'Moreira' às 15:00. Acompanhava os seniores e depois ficava responsável pela formação. Passei uns bons anos assim”, recorda, remetendo para um tempo em que as instalações do clube eram precárias e a formação precisava de se deslocar para localidades vizinhas. Foi na década de 90 que, a convite do atual presidente, Vítor Magalhães, começou a trabalhar a tempo inteiro no clube.

Vítor Magalhães é considerado por Carlos Machado a figura mais decisiva na história do clube. Contudo, o treinador que mais o marcou foi Manuel Machado, por ter conduzido o Moreirense de forma notável. “O momento mais feliz no clube foi a primeira vez que subimos à I Liga [em 2001/02]. Quando o Manuel Machado veio para cá, eu dizia que só trazia juventude: o Flávio Meireles, o Alex, todos vindos de Fafe. Não pensava que pudéssemos conseguir as subidas, mas conseguimos. Ele era mesmo 'professor' de bola. E é uma excelente pessoa”, lembra. Ao longo de mais de quatro décadas, Carlos Machado testemunhou a evolução nos cuidados médicos dos jogadores, passando de uma era em que a intervenção era quase artesanal para a atualidade, marcada pela tecnologia. Embora já não seja o principal responsável pelas lesões, a sua presença continua a ser fundamental. “Quando aparece um jogador assim, ponho-lhe o nome de Tavinho. É o meu Tavinho. Porquê? Há cerca de 30 anos, tivemos um jogador na formação que tinha o nome Tavinho. Era de cá de Moreira. Jogava muito à bola. Passados uns anos, veio o Fábio Espinho e jogava muito à bola. Disse-lhe que parecia o Tavinho. Ainda hoje ponho o nome. Comecei a chamar Tavinho ao Vasco Sousa. Não lhe chamo Vasco. Ao Benny [que deixou o clube em janeiro], também lhe chamava Tavinho”, conta, revelando o carinho com que trata os jogadores, sempre com os vocativos filho ou jovem, mantendo-se como uma figura paternal no balneário, pronto a oferecer um sorriso e apoio, e com a intenção de continuar no Moreirense enquanto lhe for possível.

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