Vasco Botelho da Costa analisa derrota do Moreirense frente ao Sporting

  1. Moreirense perdeu por 3-0 com o Sporting.
  2. Treinador elogia adeptos e reconhece superioridade adversária.
  3. Erros foram cruciais para o desfecho do jogo.
  4. Sporting é a equipa mais forte do campeonato, segundo o treinador.

O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, analisou a derrota por 3-0 diante do Sporting, em partida referente à 23ª jornada da Liga. Apesar do resultado, Botelho da Costa elogiou os adeptos do Moreirense, enquanto reconheceu a superioridade do adversário no embate. Não foram somados quaisquer pontos, mas a equipa foca-se nos objetivos da temporada.

Relativamente à partida, Botelho da Costa foi direto na sua avaliação: “Uma palavra para os nossos adeptos, que se fizeram ouvir, ainda que fosse difícil porque estava muita gente do Sporting. Infelizmente, não conseguimos sair daqui com pontos. O jogo nunca esteve em questão. A primeira parte foi relativamente equilibrada, ainda que o Sporting tenha tido algumas situações de cruzamento no nosso lado direito. Tivemos algumas dificuldades para fechar o corredor. Estávamos a bascular pouco a linha defensiva e a precisar dos médios para controlar o corredor. E por isso, quando queríamos ativar a pressão, tínhamos os médios muito baixos e depois chegávamos tarde. Das poucas vezes que tentámos pressionar mais alto, como gostamos, levamos logo com uma bola entre linhas. Mas isto é muito fruto da qualidade do adversário. Mérito para o Sporting, que jogou muito bem.” O técnico destacou a qualidade leonina e a forma como a sua equipa cometeu erros que foram fatais.

Botelho da Costa apontou os erros cometidos como cruciais para o desfecho: “O que acabou por desbloquear o jogo foram pequenos erros que, contra estas equipas, não se podem cometer. Duas bolas que ganhámos e quisemos sair em contra-ataque. Corremos demasiados riscos e quando perdemos a bola tínhamos quatro, cinco jogadores eliminados. E jogadores com esta qualidade não perdoam. Gostamos muito de jogar em casa. Sentimos que pelas dimensões do campo, em alguns momentos é mais fácil defender, não precisamos de recorrer à linha de cinco para controlar a largura do campo. Conseguimos defender em 4-4-2 e sermos compactos na mesma. Mas num campo mais pequeno, ter bola contra uma pressão muito agressiva torna-se mais difícil também. Aí, nunca conseguimos ser verdadeiramente perigosos. Parabéns ao Sporting. Na minha opinião, é a equipa mais forte do campeonato, ainda que a tabela não diga isso. É uma equipa muito difícil de parar, do meio-campo para a frente qualquer jogador resolve num lance.” A importância de certos lances na partida foi algo assumido pelo treinador.

O impacto dos golos sofridos e a intensidade do jogo também foram abordados pelo treinador: “Sentimos, sem dúvida, o peso dos dois golos. O fator anímico entrou muito em jogo aí. Tivemos uma semana muito curta, a intensidade que metemos na primeira parte para nivelarmos o jogo foi muito grande e as pernas começaram a falhar. Não temos o mesmo andamento, não estamos habituados a jogar de três em três dias, nem temos um plantel em que o nível é homogéneo. Mas continuamos dentro do nosso objetivo e vamos trabalhar o melhor possível para o conseguir no próximo jogo, com o Casa Pia.” Vasco Botelho da Costa fez ainda um balanço da prestação do Moreirense frente aos “grandes”: “Os dois jogos com o Sporting foram aqueles em que não conseguimos ser verdadeiramente competitivos nem colocar em causa o resultado, esta época. Com o Vitória temos uma vitória e uma derrota, com o Sp. Braga fizemos um jogo fantástico, um dos melhores da época, mas um penálti, erro infantil, colocou-nos em desvantagem. Com o FC Porto, controlámos muito bem na primeira parte. Não conseguimos ter muita bola porque o FC Porto defensivamente é muito forte, os números mostram isso, mas ofensivamente não tem tanta versatilidade como reconheço a este Sporting. Estivemos em vantagem com o FC Porto em casa, mas fizemos um penálti, colocamos o adversário em jogo e perdemos quase no último lance. Com o Benfica dividimos o jogo na primeira parte, mas cometemos dois erros na saída de bola que meteram o Benfica em jogo. Em Alvalade, mantivemos o 0-0 até mais ou menos aos 60 minutos, mas se estivesse 4-0 para o Sporting ao intervalo se calhar era mais justo. Aqui, não acho que tivéssemos sido “amassados”, controlámos relativamente, mas o Sporting não nos deu hipóteses de pressionar mais alto. Queremos crescer e aprender com estes jogos, porque todos temos a ambição de competir com os melhores. Temos mais três jogos contra mais três grandes equipas deste campeonato para o tentarmos fazer.”

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