Nélson Oliveira, avançado do Vitória de Guimarães, utilizou as redes sociais para reagir à suspensão de que foi alvo por parte do clube. A instituição vimaranense tinha comunicado o seu afastamento “por motivos de natureza disciplinar”
. O internacional português, em mensagem partilhada no seu perfil oficial do Instagram, deu a conhecer a sua versão dos factos, explicando o que, na sua perspetiva, motivou a sanção imposta.
“Fui afastado das atividades da equipa por ter defendido um colega numa situação que considerei profundamente injusta. Fi-lo olhos nos olhos e assumindo o que disse, como um dos capitães de equipa. Sinto-me tranquilo, porque sei que fui verdadeiro. Não consigo baixar a cabeça perante a incoerência, porque, para mim, ser capitão é isto: lealdade e proteção ao grupo”
, esclareceu Nélson Oliveira. O jogador, que se mostrou magoado com a decisão, continuou a partilhar o seu descontentamento com a justificação dada pelo clube. “Dói-me ler que o meu afastamento é justificado por 'motivos disciplinares' quando a minha única falha foi não aceitar uma injustiça. E dói-me mais ainda quando, antes disto, lançaram uma notícia a dizer que a minha ausência era justificada com uma lesão que nunca existiu. Para mim, a transparência é o valor mais importante e não aceito que coloquem em causa o meu profissionalismo para esconder decisões que nada têm a ver com disciplina”
, frisou o avançado. O atleta defendeu, ainda, que “seria mais fácil ficar calado”
, mas que as equipas se constroem a partir de quem “coloca o grupo acima de tudo”
, e não de individualismos.
A atitude de Nélson Oliveira pode ter implicações no seu futuro no clube, dado que o seu contrato termina em junho de 2026. Apesar da incerteza, o jogador de 34 anos mantém uma postura de consciência tranquila. “Quem faz o que está certo e defendeu os seus não tem que ter remorsos. O silêncio pode ser confortável, mas a minha integridade vale muito mais”
, concluiu. Ao longo das suas duas épocas e meia no Vitória de Guimarães, Nélson Oliveira somou 13 golos em 97 jogos oficiais. O seu percurso inclui passagens por diversos clubes em Portugal – Benfica, Rio Ave e Paços de Ferreira – e no estrangeiro – Deportivo da Corunha, Rennes, Swansea, Norwich City, Reading, AEK Atenas, PAOK Salónica e Konyaspor. O seu afastamento temporário do plantel principal, liderado por Álvaro Pacheco, deixa em aberto a possibilidade de não voltar a competir esta temporada. O comunicado oficial do clube minhoto sobre a medida disciplinar apenas referiu “motivos de natureza disciplinar”
, mantendo o mistério sobre os detalhes da situação.