A Assembleia Geral (AG) extraordinária, solicitada pelo movimento ‘Unidos pelo Boavista’ com o objetivo de destituir a atual direção do clube, não teve lugar. A Mesa da Assembleia Geral (MAG) anunciou na quinta-feira que a reunião ficou sem efeito devido à falta de quórum, após verificação do número de subscritores necessários para a sua realização.
De acordo com a MAG, após a contagem dos signatários e a análise do número total de sócios efetivos registados em abril, verificou-se que não foi atingido o requisito estatutário de um quinto de subscritores. Consequentemente, não sendo cumpridas as condições exigidas pelos estatutos do Boavista, não foi legalmente possível marcar a AG extraordinária, que visava a nomeação de uma Comissão Administrativa até novas eleições.
O movimento “Unidos pelo Boavista” entregou, no dia 23 de abril, um requerimento com 270 assinaturas para solicitar a AG extraordinária. No entanto, numa reunião posterior, realizada quatro dias depois no Estádio do Bessa, a MAG, sob a liderança de Miguel Lixa Barbosa, confirmou que o rácio necessário para a convocação da sessão não tinha sido alcançado. Este desfecho ocorre num período sensível para o clube, que se encontra em processo de insolvência. Desde março, vários ativos imobiliários do Boavista, incluindo o Estádio do Bessa e o complexo desportivo adjacente, têm sido leiloados, com valores base que rondam os 37,9 milhões de euros. A direção do clube apresentou um pedido urgente de impugnação do leilão ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, enquanto a claque “Panteras Negras” também manifestou a intenção de recorrer aos tribunais para suspender o leilão e contestar a validade do processo.