Assembleia Geral extraordinária do Boavista sem efeito por falta de quórum

  1. AG extraordinária do Boavista sem efeito
  2. Falta de quórum impede destituição da direção
  3. Movimento ‘Unidos pelo Boavista’ entregou 270 assinaturas
  4. Ativos imobiliários do Boavista leiloados em março

A Assembleia Geral (AG) extraordinária, solicitada pelo movimento ‘Unidos pelo Boavista’ com o objetivo de destituir a atual direção do clube, não teve lugar. A Mesa da Assembleia Geral (MAG) anunciou na quinta-feira que a reunião ficou sem efeito devido à falta de quórum, após verificação do número de subscritores necessários para a sua realização.

De acordo com a MAG, após a contagem dos signatários e a análise do número total de sócios efetivos registados em abril, verificou-se que não foi atingido o requisito estatutário de um quinto de subscritores. Consequentemente, não sendo cumpridas as condições exigidas pelos estatutos do Boavista, não foi legalmente possível marcar a AG extraordinária, que visava a nomeação de uma Comissão Administrativa até novas eleições.

O movimento “Unidos pelo Boavista” entregou, no dia 23 de abril, um requerimento com 270 assinaturas para solicitar a AG extraordinária. No entanto, numa reunião posterior, realizada quatro dias depois no Estádio do Bessa, a MAG, sob a liderança de Miguel Lixa Barbosa, confirmou que o rácio necessário para a convocação da sessão não tinha sido alcançado. Este desfecho ocorre num período sensível para o clube, que se encontra em processo de insolvência. Desde março, vários ativos imobiliários do Boavista, incluindo o Estádio do Bessa e o complexo desportivo adjacente, têm sido leiloados, com valores base que rondam os 37,9 milhões de euros. A direção do clube apresentou um pedido urgente de impugnação do leilão ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, enquanto a claque “Panteras Negras” também manifestou a intenção de recorrer aos tribunais para suspender o leilão e contestar a validade do processo.

Qual é o teu clube?
check_circle
Notícias do ativadas