António Miguel Cardoso demite-se da presidência do Vitória SC e Belmiro Pinto dos Santos avança com candidatura

  1. Demissão de António Miguel Cardoso.
  2. Eleições marcadas para 13 de junho.
  3. Belmiro Pinto dos Santos é candidato.
  4. Vitória SC em 9º lugar na I Liga.

António Miguel Cardoso, presidente do Vitória Sport Clube, anunciou a sua demissão, desencadeando uma série de reações no futebol português e o início de uma corrida à sucessão. A notícia foi recebida com surpresa, mas também com a naturalidade esperada, dada a promessa anterior do dirigente de deixar o cargo caso a equipa não atingisse um dos cinco primeiros lugares na I Liga.

Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), elogiou o trabalho de António Miguel Cardoso. “António Miguel Cardoso ficará na história do Vitória Sport Clube, não apenas pela conquista da Allianz Cup, mas pela idealização e construção de um projeto sólido e pensado, com especial atenção à formação e ao desenvolvimento de um clube que tem na exigência dos adeptos a sua maior força. Tanto na Liga Portugal como na Federação Portuguesa de Futebol, pudemos contar sempre com o sentido crítico e espírito construtivo de um presidente que lutou sempre de forma afincada não apenas pelo seu Clube, mas também pela valorização da indústria. António Miguel Cardoso anunciou hoje a sua saída da presidência do Vitória SC, mas, estou certo, o seu nome ficará eternamente ligado à história do Clube e do Futebol Português. Não se trata, pois, de uma despedida. É apenas um até já…”, escreveu Proença nas redes sociais.

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, também se mostrou elogioso. “António Miguel Cardoso encerra hoje um ciclo na presidência do Vitória SC. Enquanto membro da Direção da Liga Portugal, destacou-se pela sua colaboração, integridade e dedicação ao futebol português, deixando também marca com a conquista da Allianz Cup, em 2026. Fica uma palavra de elevada estima pessoal e institucional, com votos dos maiores sucessos para o futuro”, afirmou. A saída de Cardoso, eleito pela primeira vez em março de 2022 e reeleito em março de 2025, foi motivada pelo desempenho da equipa, que ocupa o nono lugar na I Liga, a 11 pontos do quinto classificado, Famalicão, com cinco jornadas por disputar. É importante referir que o dirigente vitoriano disse, em 30 de agosto de 2025, após o empate com o Arouca (1-1), que iria deixar o cargo se a equipa principal ficasse abaixo dos cinco primeiros lugares.

Com a demissão ainda não formalizada, o processo eleitoral já começa a aquecer. João Henrique Faria, presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), esclarece o procedimento para as próximas eleições. “Eu ainda nem recebi formalmente a comunicação de demissão. Estatutariamente, tenho que marcar, após receber a comunicação, e só aí é que poderei dar seguimento, sendo certo que, nos termos estatutários, as eleições têm que ser marcadas com 45 dias de antecedência”, adiantou João Henrique Faria. O presidente da MAG lembra que esta é uma circunstância excecional, que deve ser “tratada como tal em termos estatutários”, uma vez que as eleições do Vitória costumam ocorrer em março. António Miguel Cardoso anunciou a sua demissão da presidência do Vitória SC e convocou as eleições para o dia 13 de junho, sublinhando que não tem qualquer tipo de intenção de ir, uma vez mais, a votos.

Entretanto, Belmiro Pinto dos Santos, antigo presidente da MAG, confirmou a sua intenção de concorrer à presidência. “Vou-me candidatar. Fui abordado por um fundo que estaria interessado em investir no Vitória se eu me candidatasse”, explicou. Belmiro Pinto dos Santos, que já tinha admitido esta possibilidade na semana passada, agora oficializou a decisão após a demissão de António Miguel Cardoso. “Mantenho exatamente o forte propósito de avançar com uma candidatura, só que agora o processo tem que ser mais acelerado. O presidente entendeu antecipar esta decisão, mesmo sendo ainda matematicamente possível atingir o 5.º lugar. Portanto, terei que acelerar um bocadinho aqui os procedimentos”, revelou. O advogado encara a demissão com naturalidade, na sequência das declarações anteriores de Cardoso. “Encarei a demissão com naturalidade, na sequência daquilo que tinham sido as declarações dele. Era uma consequência necessária”, considerou. Belmiro Pinto dos Santos já está a preparar a sua candidatura. “Já contactei algumas pessoas e algumas pessoas entraram em contacto comigo, portanto agora estou a preparar aquilo que será oficialmente a lista da candidatura”, confessou, mencionando Ricardo Pimenta Machado, irmão do antigo presidente António Pimenta Machado. Belmiro Pinto dos Santos sublinhou que a sua candidatura visa “ajudar o clube tanto no plano desportivo como financeiro”, referindo que lhe foi transmitido que a situação da SAD é “muito má”. Rejeitou qualquer rutura com António Miguel Cardoso, explicando que a decisão de não se recandidatar à assembleia geral já estava tomada por motivos pessoais, embora admita diferenças na avaliação da gestão mais recente.

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