Após a derrota por 3-1 frente ao Arouca, que complicou as aspirações europeias do Gil Vicente, César Peixoto, treinador dos gilistas, não escondeu a sua insatisfação, mas reconheceu o mérito do adversário. “Não queríamos esta despedida e não foi o jogo que queríamos. O Arouca soube manipular a equipa e soube ganhar os espaços. Ao intervalo quisemos corrigir, mas o Arouca acaba por vencer e vencer bem. Queríamos terminar a época a vencer, queríamos brindar os nossos adeptos com uma vitória, mas temos de dar mérito ao adversário”
, afirmou César Peixoto em conferência de imprensa, destacando a capacidade do Arouca em controlar o jogo. Peixoto sublinhou ainda a sua preocupação em corrigir os erros cometidos: “Temos que olhar para nós. Matematicamente ainda é possível, mas quero antes perceber porque é que não fomos a mesma equipa agressiva que já fomos. Com bola tivemos alguma precipitação, algum volume ofensivo, mas não o necessário e demos espaços sem sermos forçados. A equipa perdeu alguma confiança”
, lamentou, reiterando o foco em reconstruir a equipa.
Apesar do revés, César Peixoto mantém a esperança na luta pela Europa. “Matematicamente ainda é possível, mas temos de olhar para nós. Temos de olhar para este jogo e ver o que não fizemos bem. Durante a semana temos de trabalhar a equipa mentalmente e taticamente. Há muita coisa que temos de olhar para este jogo e reconstruir esta equipa para voltar a ser competitivos. Conseguimos estar até ao último jogo a lutar pela Europa e vamos lutar até ao fim por isso. No futebol tudo é possível e não estou preocupado com o próximo jogo. Preocupo-me em perceber o que fizemos mal para poder corrigir e voltar a ser competitivos”
, disse Peixoto, reforçando a crença de que a equipa ainda pode alcançar os seus objetivos, mesmo com um jogo difícil pela frente. “O que vai acontecer não sei, temos um jogo difícil, mas o jogo com o Arouca também seria mais fácil e tornou-se difícil. Não estou preocupado com o próximo jogo, mas sim em perceber o que falhou”
, concluiu.
Do lado do Arouca, a satisfação era evidente, com o treinador Vasco Seabra a realçar a justiça do resultado. “Acho que foi um jogo de superioridade nossa, fomos sempre superiores e merecemos a vitória. Controlamos todos os movimentos do Gil Vicente, uma equipa difícil, e com bola conseguimos sempre encontrar os espaços”
, analisou Seabra, destacando o controlo da sua equipa sobre o Gil Vicente. O técnico fez ainda um balanço positivo da temporada, salientando a evolução da equipa. “Somos a sexta melhor equipa da segunda volta, das que conseguiu mais pontos, já conquistamos 25, e conseguimos o objetivo de melhorar os pontos da época passada”
. Sobre o sucesso da época, Seabra foi claro: “Quando dizemos que o objetivo é fazer melhor do que no ano passado e conseguimos, é uma época de sucesso. No entanto, não paramos depois de o conseguir e temos sempre o objetivo de valorizar os ativos do clube. Conseguimos mostrar que os jogadores têm qualidade”
, finalizou.
Luís Esteves, jogador do Gil Vicente, apesar de ter marcado um golo, lamentou a derrota e a pressão deficiente na segunda parte. “Foi um jogo não tão bem conseguido, jogámos contra uma equipa que joga bem e tem boas ideias. Na primeira parte dividimos o jogo, na segunda parte pressionámos mal, mas faz parte. É continuar até ao fim, matematicamente ainda é possível”
, assumiu Esteves. Questionado sobre o próximo jogo em Alvalade, Esteves mostrou-se determinado: “Seja em Alvalade ou em outro sítio qualquer, é difícil. Sabíamos disso, mas não somos de atirar a toalha ao chão. Acho que ainda pode dar para nós. Temos de acreditar e tentar trabalhar para meter o nosso jogo em prática em Alvalade”
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