Após duas temporadas brilhantes no Gil Vicente, o central Rodrigão deu o salto para a Rússia em 2018, ingressando primeiro no Sochi e depois no gigante Zenit de São Petersburgo, onde se tornou bicampeão nacional. Agora com 29 anos, o brasileiro reflete sobre a mudança e a sua adaptação ao futebol e à vida russa.
«Foi uma mudança muito boa, fui muito bem recebido pelo país e pelos russos. Com isso o bom trabalho acaba sendo natural para tudo se materializar do melhor jeito», explicou Rodrigão, mostrando-se satisfeito com a sua experiência na Rússia. O jogador ressalta que «a vida na Rússia é incrível, o país é muito lindo, e tenho muitas coisas para fazer sempre. Só posso falar bem como uma experiência enriquecedora».
Da Póvoa de Varzim ao Zenit de São Petersburgo
Rodrigão chegou à Rússia pelo Sochi, sendo depois contratado pelo Zenit, gigante do futebol russo. «Tivemos um ano incrível no Sochi. Fomos vice-campeões russos e com isso surgiu o interesse do Zenit. Sabia do seu tamanho e dimensão e não hesitei na mudança», recorda. No Zenit, o central diz estar «muito satisfeito», elogiando a estrutura do clube e as condições de trabalho.
Apesar da mudança para a Rússia, Rodrigão não esquece a sua passagem pelo Gil Vicente, clube que o lançou para o futebol de topo. «Tenho bons amigos em Barcelos, o Gil Vicente foi um clube que me recebeu muito bem e tenho muita gratidão e carinho por todos», afirmou. O jogador também deixou rasgados elogios aos seus ex-companheiros Rúben Fernandes e Fujimoto.
As lembranças do Gil Vicente
Sobre Rúben Fernandes, Rodrigão afirmou que «é alguém que dispensa comentários, um jogador muito inteligente, um ótimo companheiro de equipa e um amigo que fiz no futebol. Ainda um capitão íntegro e muito sério no trabalho». Já Fujimoto, «chegou no mesmo período que eu e tinha muitos problemas com comunicação com os outros atletas. Ele não falava inglês nem português, mas com todo seu talento dentro de campo, fazia-nos entender tudo que ele queria que acontecesse», recordou o central.
Apesar do sucesso na Rússia, Rodrigão mantém um forte vínculo com o Gil Vicente, clube que lhe abriu as portas para o futebol de elite.