Stephen Eustáquio, médio do FC Porto, tem o foco totalmente direcionado para o Mundial, no qual representou o Canadá e participou na vitória sobre o Uzbequistão. Em entrevista ao canal OneSoccer, o jogador luso-canadiano abordou o seu período de empréstimo ao Los Angeles FC, um percurso que se revelou crucial na sua preparação para a competição de seleções. “Foi bom, acho que foi de encontro às minhas necessidades dentro do que precisava para me preparar para o Mundial. A lesão [sofrida em março] não ajudou ao meu processo, porque senti que cheguei lá [ao LAFC] num nível muito elevado. Ao mesmo tempo, tive bastante cautela após a lesão e fiz de tudo para que as coisas corressem bem, para tentar chegar aqui na melhor forma possível. E acho que esse objetivo foi alcançado. Estou muito bem, fresco em todos os aspetos, físico e mental. Estou confiante. Foi bom”, afirmou Eustáquio, sublinhando a importância da recuperação e da gestão do tempo de jogo.
O médio destacou ainda a qualidade da equipa norte-americana que o acolheu. “O Los Angeles FC é um dos melhores clubes na MLS. Cheguei a uma competição com campeões do Mundo, jogadores que venceram na Europa, e encontrei uma equipa que queria ganhar e tentar fazer as coisas de forma diferente. É uma equipa onde é fácil de trabalhar”, acrescentou. A sua preparação foi meticulosa, garantindo que chega ao Mundial em plenas condições. “O meu tempo de jogo tem sido muito bem gerido, chego a este Mundial muito fresco. Não chego esgotado, estou recuperado a 100%, mentalmente e fisicamente. O sol de Los Angeles tem sido bom”, revelou com um toque de humor. Consciente da pressão da competição, o jogador canadiano está determinado a capitalizar a sua experiência e boa forma. “Toda a gente quer chegar ao Mundial em alta. Antes do último Mundial, olhando para os meus dados estatísticos, estava muito bem. Jogava sempre, jogava na Champions, estava a marcar golos e a fazer assistências no FC Porto… A sensação foi de que estava pronto para ir com tudo, mas também havia fadiga. Quatro anos depois, acho que chego a este ponto bastante fresco e pronto a ajudar. Sinto que estou muito bem e posso dar o máximo. Conheço melhor o meu corpo. Vai ser uma oportunidade enorme. Chego aqui numa boa idade, com 29 anos. Já acumulei experiência, já estive no Mundial do Qatar... Estou num nível elevado e é perfeito jogar este Mundial em casa. Tem sido fantástico olhar para o meu progresso até aqui.”
Enquanto Eustáquio se prepara para o Mundial, o FC Porto viu Jan Bednarek, contratado por 7,5 milhões de euros (Southampton), ascender na hierarquia de capitães. O polaco, com vasta experiência no futebol inglês, adaptou-se rapidamente às ideias de Francesco Farioli, tornando-se uma peça fundamental na defesa portista, contribuindo para a conquista do título nacional. Bednarek foi o terceiro jogador mais utilizado, com quase 4000 minutos em campo, consolidando o seu estatuto junto da equipa técnica e dos adeptos. A sua entrada para o lote de capitães ocorreu após a saída de Stephen Eustáquio para o Los Angeles FC, em fevereiro, abrindo uma vaga na hierarquia que já contava com Cláudio Ramos, Alan Varela e João Costa, além de Diogo Costa, o capitão principal. Os sinais dessa ascensão já eram visíveis, como a sua presença ao lado de Diogo Costa para dialogar com a equipa de arbitragem na ausência de Varela. Bednarek é visto como uma figura crucial para o futuro do clube, mantendo um papel de liderança e influência no balneário e no relvado. A sua importância foi realçada até por Farioli após uma derrota, quando o polaco foi poupado devido a um incidente pessoal. “Foi a atenção aos detalhes num jogo sem, por exemplo, o Jan, que nos dá muito e é importante no jogo aéreo”, afirmou o treinador. O defensor está agora com a seleção polaca, preparando-se para um amigável frente à Nigéria.