Queixa do FC Porto contra Gonçalo Inácio arquivada pelo Conselho de Disciplina

  1. CD arquiva queixa do FC Porto
  2. Lance com William Gomes
  3. Miguel Nogueira mudou de perspetiva
  4. VAR não considerou "erro claro e óbvio"

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu arquivar a queixa apresentada pelo FC Porto contra Gonçalo Inácio, na sequência de um lance com William Gomes durante a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. A decisão, tornada pública no final da semana passada, levantou questões sobre a interpretação de lances de jogo e a intervenção do videoárbitro. Os dragões argumentavam que Inácio “agrediu o jogador no decurso de uma ação ofensiva em que o jogador William Gomes se encontrava em clara progressão com a bola controlada em direção à baliza adversária”. Além disso, reiteravam que “a dinâmica do movimento do Participado evidencia uma trajetória do membro inferior que não se orienta para a bola, mas antes para o corpo do adversário, configurando uma ação objetivamente incompatível com qualquer disputa regular e leal”, pedindo a expulsão do defesa do Sporting.

No entanto, o CD sustentou a sua decisão no facto de não considerar o lance como “um erro claro e óbvio”, não havendo, por isso, lugar a intervenção. Esta posição baseou-se nos testemunhos dos elementos da equipa de arbitragem, incluindo o árbitro Miguel Nogueira, o VAR João Malheiro Pinto e o AVAR Pedro Felisberto. Miguel Nogueira, ao ser questionado se tinha percecionado o lance em toda a sua extensão, afirmou: “Não, motivo pelo qual não assinalei qualquer infração em terreno de jogo”. Contudo, após rever as imagens, a sua perspetiva mudou: “Após análise das imagens verifica-se que o jogador nº 25/B numa disputa de bola deu um pontapé de forma negligente ao seu adversário nº 7 impedindo este de continuar de posse da bola para o interior da Área de Penálti, anulando por esta via uma Clara Oportunidade de Golo. Ficou um Pontapé livre direto e um Cartão vermelho por exibir ao infrator”.

Por sua vez, o VAR João Malheiro Pinto manteve a sua avaliação inicial, defendendo que “não estamos perante um erro claro e óbvio para intervenção de vídeo-árbitro. Na perspetiva VAR”. Reafirmando a sua posição, acrescentou: “Mantenho, na perspetiva VAR não se trata de um erro claro e óbvio, logo não há lugar a intervenção”. A soma destas avaliações levou o CD a concluir que, apesar de o árbitro de campo não ter percecionado a totalidade do lance, a equipa do VAR o fez e não considerou haver um erro claro e óbvio que justificasse a sua intervenção. Desta forma, a queixa do FC Porto contra Gonçalo Inácio foi arquivada, mantendo-se a decisão de campo.

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