O Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) denunciou hoje, sábado, uma discriminação remuneratória no policiamento da final feminina da Taça de Portugal de futebol. Segundo o sindicato, os polícias estão a ser pagos com a tabela B
, que oferece um valor inferior, enquanto em finais masculinas é aplicada a tabela A
, mais favorável. Esta situação foi considerada ilegal
pelo Sinapol, que exigiu a imediata correção dos valores a pagar aos polícias envolvidos no evento.
Em comunicado, o Sinapol afirmou que “Os polícias que se encontram a assegurar o policiamento deste evento desportivo estão a ser pagos através da aplicação da denominada 'tabela B', quando, em situações idênticas envolvendo finais de competições masculinas, é aplicada a 'tabela A', substancialmente mais favorável do ponto de vista remuneratório”
. O sindicato salientou que o serviço prestado é “exatamente o mesmo em termos de exigência, responsabilidade e operacionalidade”
. Além disso, o Sinapol expressou “total discordância e profunda preocupação”
perante este tratamento remuneratório. A organização alertou ainda que, caso a situação não seja corrigida, avançará com “os competentes mecanismos legais”
, incluindo uma ação judicial.
A final da Taça de Portugal feminina opõe Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica, num clássico inédito no feminino, que terá lugar no Estádio Nacional. O Benfica procura a sua terceira Taça de Portugal, enquanto o FC Porto ambiciona a sua primeira. A final masculina da Taça de Portugal, que irá decorrer a 24 de maio, contará com o Sporting Clube de Portugal e o Sport Clube União Torreense. O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, marcou presença na final feminina, enaltecendo o percurso da equipa e a sua ambição de conquistar o troféu. Em declarações, antes do apito inicial, Villas-Boas referiu que “O fim de semana continua ainda e esperemos que com um resultado positivo. Evidentemente, as jogadoras estão de parabéns pelo percurso feito até aqui, pelo que fizeram na Segunda Divisão com a subida à Primeira, o que para o ano nos dá finalmente o lugar onde queríamos estar desde o início do projeto. Elas devem desfrutar, é um dia maravilhoso para elas, e esperemos que acabe com uma vitória do FC Porto”
. Questionado sobre a possibilidade de conquistar a prova, o presidente reiterou: “Seria sem dúvida o ingrediente que falta para um fim de semana perfeito. Ganhar a Taça de Portugal com as seniores femininas seria para nós excecional. Já ganhámos o campeonato da Segunda Divisão, mas ganhar a final da Taça de Portugal contra um Benfica que é dominador na competição seria algo extraordinário. Portanto, muita fé, muita crença, mas sobretudo muito orgulho pelo percurso feito até agora”
. Salientando a importância do projeto feminino, Villas-Boas acrescentou: “Defrontar a melhor equipa de futebol feminino em Portugal dá-nos orgulho, é um motivo de motivação, e esperamos que as jogadoras estejam à altura. Nós estamos muito orgulhosos do percurso deste projeto e esperamos que elas desfrutem da final da Taça e do ambiente do Jamor, se possível com uma vitória à Porto”
. O dirigente reconheceu o trabalho de todos os envolvidos, referindo que “Tem sido um trabalho inexcedível do professor José Manuel Ferreira, do treinador Daniel Chaves e da Joana Oliveira, também da parte executiva do futebol. Foi um projeto que foi criado desde o início, mas que já fez muito sucesso de forma clara e arrebatadora. Portanto, para nós é um orgulho e uma honra estar aqui a jogar esta final contra uma equipa que tem dominado o futebol feminino português. Será, sem dúvida, um ponto de referência para nós”
. Sobre a Liga BPI, Villas-Boas admitiu que “Agora que atingimos a Liga BPI, teremos que enquadrar-nos com a realidade. Não esquecemos também que, no percurso, eliminámos três equipas da Liga BPI e isso dá-nos também algum conforto na preparação desta final”
. Por fim, questionado sobre José Mourinho, o presidente do FC Porto escusou-se a comentar: “Isso é uma pergunta que tem de fazer ao presidente Rui Costa. Não estou muito por dentro dos objetivos, nem do enquadramento do Benfica e do seu treinador, portanto é uma pergunta que tem de dirigir ao presidente do Benfica”
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