FC Porto é campeão nacional pela 31.ª vez

  1. FC Porto é campeão nacional
  2. Diogo Costa tricampeão nacional
  3. Gabri Veiga acima das suas expectativas
  4. Custódio felicita FC Porto

O FC Porto sagrou-se campeão nacional pela 31.ª vez na sua história, num épico desfecho da Liga que viu os dragões levantarem a taça após um percurso de superação. A vitória sobre o Alverca selou a conquista, desencadeando euforia entre adeptos, jogadores e equipa técnica. As celebrações foram marcadas pela emoção, com referências a antigos companheiros e um reconhecimento unânime do percurso árduo mas vitorioso da equipa.

Diogo Costa, um dos heróis da temporada e tricampeão nacional, expressou a montanha-russa de sentimentos vivida ao longo da época. Em declarações à SportTV, o guarda-redes refletiu sobre a jornada, afirmando: “Admito que antes do jogo tinha muitas recordações desta época. De todas as dificuldades que passámos esta época. O que sofremos também. É um orgulho enorme nesta equipa, muito orgulho no staff e estamos agradecidos por toda a aprendizagem. Fizemos o mais importante, que é levar o FC Porto ao seu devido lugar.” Costa atribuiu o sucesso à coesão do grupo e ao trabalho árduo diário, dizendo: “É um grupo muito unido e jovem. Temos os nossos carcaças, foi uma mistura muito positiva. Essa união deu-nos a força para enfrentar as dificuldades. Acima de tudo é o trabalho de todos os dias, a dedicação e a exigência. Foi essa a nossa melhor arma. O nosso estilo de jogo representa isso mesmo, a união e o trabalho.” O guardião não esqueceu os que estiveram nos bastidores e os que partiram cedo de mais: “Agradecer a todos os funcionários do clube, que muitas vezes passam despercebidos. Agradecer ao presidente por todo o apoio que nos deram e vão continuar a dar. Há tanta coisa para dizer e lembrar. O nosso Jorge, o Diogo Jota e o seu irmão André. É uma mistura de tristeza e felicidade. Já acordei muito emocionado hoje e é como se soubesse que algo bom ia acontecer porque o merecemos. Somos diferentes. Somos um povo diferente. É verdade que somos ranhosos mas somos unidos ao mesmo tempo, recebemos bem toda a gente.” Concluindo a sua análise, Diogo Costa realçou a filosofia de superação que carateriza o clube: “Sempre tivemos a fortaleza vinda do sofrimento. Sempre passei a mensagem de que este clube nunca ganhou nada sem sofrer, é preciso sofrer pelo colega que está ao nosso lado. Foi isso que fizemos. Continuámos a trabalhar no silêncio. Acreditámos muito nas ideias do mister, sempre meti a equipa à minha frente e é essa a mensagem que quis passar a todos. Essa nossa união e competência de trabalhar sempre no máximo foi a nossa competência. Unidos conseguimos manter a confiança e foi isso que pedi. Pedi aos adeptos para continuarem a acreditar em nós. Há que dar muita importância ao trabalho no dia a dia. Ficámos gratos pelos rivais reconhecerem a nossa competência e qualidade. Este ano todos sentimos que o FC Porto estava diferente. Respeito por todos, respeito pela Liga e fico muito agradecido aos nossos rivais.”

Gabri Veiga, médio espanhol que rapidamente se tornou uma peça fundamental na equipa de Francesco Farioli, não escondeu a sua satisfação, admitindo que “o FC Porto ficou acima das expectativas que tinha desenhado quando juntou o clube, no momento de celebrar o 31.º título.” O jovem jogador destacou o papel de todos na conquista: “Como disse ao início da época, é uma temporada muito boa para o clube. O meu primeiro objetivo era devolver o FC Porto onde merece estar, além dos golos e assistências. É o melhor clube de Portugal. O nosso trabalho foi reconhecido e é bom.” Veiga também fez questão de salientar a importância da contratação de grandes jogadores e a mentalidade vencedora incutida pelo treinador: “Foi um pouco a mentalidade de todos os que chegaram. O presidente teve muito que ver, assumiu a responsabilidade. Fizemos grandes contratações, o míster também foi importante. Se não fosse assim, não teríamos tido sucesso.” O jogador espanhol elogiou a gestão da equipa técnica na distribuição de minutos, contribuindo para o bom desempenho da equipa em todas as competições: “Foi importante, para todos os jogadores é difícil entender ao início, mas no final foi o melhor para chegar fresco ao final da temporada. Outras equipas não podem dizer o mesmo. Na Liga Europa fizemos um bom trabalho, na Taça de Portugal fomos superiores. Foi incrível o trabalho de Farioli, tirou o melhor de todos nós.” Concluindo, Veiga expressou a sua felicidade pessoal no clube: “Sou muito afortunado por ter encontrado algo acima das minhas expetativas. Tenho de agradecer ao treinador, presidente, por todos os trabalhadores. Está acima de todas as expetativas. E estou perto de casa. Também ajuda.”

Apesar da derrota, Custódio, treinador do Alverca, não deixou de felicitar o FC Porto. Em conferência de imprensa, o técnico ribatejano declarou: “Parabéns ao FC Porto pelo campeonato, por tudo o que fez ao longo da época. Tem um treinador muito bom. Foi um jogo tático, não diria amarrado, sabemos que o FC Porto usa os espaços interiores para acelerar o jogo, de trás para a frente. Teríamos de ser perfeitos. Sofremos um golo de bola parada. Não é justo dizer que estivemos na mó de cima só na segunda parte.” Custódio lamentou a ineficácia da sua equipa: “Na primeira parte tivemos uma boa situação, com o Chiquinho. Na segunda parte tivemos outras boas oportunidades. O FC Porto podia ter feito o 2-0. Foi um bom jogo. Tivemos um bom plano para tentar os pontos. Fomos competitivos. Insatisfeito com o resultado.” O treinador do Alverca ainda fez um desejo ao Sp. Braga: “O que todos desejamos é que o Sp. Braga consiga ir a mais uma final europeia. Quem ama o futebol português assim o deseja.”

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