Após a vitória do FC Porto sobre o Tondela por 2-0, na 30.ª jornada da Liga, os treinadores Francesco Farioli e Gonçalo Feio partilharam as suas perspetivas sobre o jogo e os desafios futuros. Farioli destacou a força da sua equipa, enquanto Feio enalteceu a atitude dos seus jogadores e reafirmou a crença na manutenção do Tondela.
Francesco Farioli, treinador do FC Porto, considerou o jogo positivo, principalmente tendo em conta o desgaste anterior. “Foi um jogo positivo, depois de uma partida quase toda jogada com 10 em Nottingham. Foi uma exibição forte. Na primeira parte tivemos as nossas oportunidades, além do penálti. Marcar logo após o intervalo foi decisivo”, disse Farioli. O técnico italiano elogiou ainda a forma como a equipa conseguiu adaptar-se e o contributo de novos jogadores. “Fizemos o nosso jogo como queríamos. Entraram alguns jogadores que ajudaram a mudar o ritmo e o rumo do jogo. A iniciativa do Pablo Rosario, por exemplo, foi muito importante”, salientou. Farioli fez questão de referir a importância de jogadores-chave: “O Gabri e o Froholdt vão tendo contribuições muito importantes no ataque. Estão a marcar e a assistir. E o trabalho do Gül foi importante para o primeiro golo.” Sobre a saída de Rodrigo Mora, o treinador foi claro: “O Rodrigo Mora esteve bem na primeira parte, tirei os dois jogadores com cartão amarelo, nada mais.” Em relação à situação física de Zaidu, que teve de ser substituído, Farioli tranquilizou: “Pelo que percebi, foi apenas uma cãibra. Foi uma questão de acumulação de fadiga, nada mais do que isso.”
Do lado do Tondela, Gonçalo Feio, apesar da derrota, mostrou-se orgulhoso da atitude da sua equipa. “A gestão foi complexa, mas com ambição. A certo momento a pensar nos jogadores em risco para o próximo encontro. Estava contente com o jogo do Medina, mas tirei-o porque o Christian caiu para o próximo jogo. Com o 2-0, quis proteger-nos”, explicou Feio. O técnico sublinhou a importância do esforço coletivo. “Quanto ao esforço, este jogo é muito exigente para os extremos, são as referências para as transições. Temos de defender em bloco. Não vejo um “onze” base, trabalhamos todos. Quero que os suplentes sintam que podem ser importantes.” O treinador dos beirões identificou áreas para melhoria, mas manteve o otimismo. “Deveríamos ser mais capazes na pressão baixa, transportando de forma direta e de um lado para o outro. Sempre que tivemos essa capacidade, conseguimos transportar para o ataque. Queremos dar ferramentas para inclinar o jogo, para que o Tondela esteja mais próximo de marcar.” Elogiou a coragem dos seus jogadores. “Parabéns aos nossos jogadores pela coragem para serem protagonistas. Estas três semanas não nos permitiram ganhar, mas permitiram construir uma equipa que acredita nos nossos princípios comportamentais. A equipa demonstrou que está preparada para enfrentar o que está pela frente. Agora chegam os jogos decisivos para nós. Vamos com positivismo.” Feio analisou também as escolhas táticas. “Optámos por um sistema com três centrais puros, não é a primeira vez, aconteceu também contra o Gil Vicente. Utilizar o Rony Lopes nas costas dos médios poderia dar superioridade por dentro. Num desses lances conseguimos transportar na profundidade e poderíamos ter uma oportunidade do golo. Desse lance veio o cartão amarelo para o Kiwior.” O treinador lamentou os golos sofridos. “O FC Porto usou o Gül e os golos vieram daí. Dói porque devíamos ter fechado muito melhor o espaço interior. Podíamos ter reagido melhor.” Concluiu com uma mensagem de confiança. “A equipa ganha confiança pelos nossos princípios com bola. Temos muito a desenvolver. Somos uma equipa que tem de saber defender. Todos nos sentimos mais fortes e tranquilos quando rodeados por pessoas que nos dão segurança.” E enfatizou o significado de representar o Tondela: “Nem as competições europeias me trouxeram a Portugal. O que senti foi uma vontade muito grande de competir, de rivalizar contra uma grande equipa. Senti que era um momento a desfrutar. Hoje foi um dia difícil, porque perdemos, mas somos privilegiados por esta oportunidade. Representamos o Tondela na Liga, lutamos pela região. Há que deixar tudo em campo. Demos um passo em direção aos nossos adeptos. Vai dar para o Tondela.”