Após o empate a 1-1 entre o FC Porto e o Nottingham Forest na primeira mano dos quartos de final da UEFA Europa League, Vítor Pereira, treinador do Nottingham, fez questão de expressar a sua análise à situação da sua equipa. “Estávamos a conversar sobre o calendário. Eu gostava muito de estar a salvo na Premier League e, aí, o jogo de hoje seria completamente diferente. Mas tenho de pensar que daqui a dois dias e meio, não são três... e em Inglaterra não mudam os jogos; não há hipótese de mudar para segunda-feira. Aqui há flexibilidade para mudar. Nós temos de jogar com o Aston Villa, menos de 72 horas depois, mais a viagem, num momento em que a equipa tem de lutar para garantir a permanência na Premier League,” declarou Pereira.
A turbilhão de emoções estava evidente nas palavras de Pereira, especialmente após a decisão do árbitro em anular um golo que poderia ter mudado a sorte do Nottingham. “O árbitro assinala uma mão; tenho dúvidas é que, se fosse ao contrário, a coisa teria sido decidida da melhor forma. Estou sem óculos e, sem óculos, vejo mal. Por isso, não vi mão nenhuma. Levámos um bom resultado; a eliminatória está em aberto. Vamos ver agora o resultado do jogo com o Villa e, depois, vamos ver a equipa com que podemos jogar contra o FC Porto,” refletiu o treinador.
Pereira não deixou de mostrar gratidão pelo clube que o acolheu e pelos adeptos que o apoiaram. “Muitas emoções. É um clube que respeito muito. Tenho muita gratidão ao clube e aos adeptos. O salto na minha carreira foi dado aqui. Os títulos, algum sofrimento, muitas alegrias também. Estou muito satisfeito; gostei muito do [gesto do] presidente André, de ouvir os adeptos a baterem palmas. Foi bonito,” concluiu o treinador, mostrando-se otimista para o futuro.