Fredy Guarín guarda as melhores recordações do FC Porto, especialmente da época 2010/11, tudo sob a liderança de André Villas-Boas. “Tive uma excelente relação com o André. É uma grande pessoa. Tenho a certeza de que vai fazer do FC Porto um grande clube outra vez. É um visionário, sabe muito bem o que faz. Com ele, o FC Porto pode voltar a ser esse gigante, com uma estrutura forte e um projeto claro”, afirmou Guarín em declarações ao Casa Football Podcast.
Reflectindo sobre a sua própria experiência, Guarín recorda como foi surpreendente passar do Saint-Étienne para o Porto. “Sinceramente, não esperava passar do Saint-Étienne para o FC Porto, um clube que tinha conquistado a Liga dos Campeões poucos anos antes. Acho que o meu trabalho silencioso em França acabou por dar frutos. Ninguém imaginava uma transferência dessas. Cheguei a um clube de enorme nível, com grandes jogadores, e tive de lutar muito para conquistar o meu espaço”. Esta luta culminou numa época memorável: “Passei dois anos a trabalhar para ganhar o meu lugar. E depois chegou aquela época (2010/11)… Foi simplesmente única. Tínhamos uma equipa muito latina, quase uma família. Havia muita qualidade, todos estávamos em grande forma, jovens e com uma vontade enorme de ganhar”.
Uma Época de Talento e União
Essa época de 2010/11 foi, segundo Guarín, uma confluência perfeita de talento e união: “Jogávamos para vencer, claro, mas também nos divertíamos muito. Lembras-te do Barcelona dessa época, quando ganhava tudo e o Ronaldinho estava sempre a sorrir? Era um pouco assim connosco também. Aproveitávamos cada momento. Tudo corria bem”. O antigo médio salientou que a equipa era composta por jogadores excepcionais, frisando a importância de alguns deles: “O Hulk impressionou-me muito. É literalmente uma máquina, faz jus ao nome. O Falcão estava na melhor fase da carreira na Europa, uma verdadeira máquina de marcar golos. O James ainda estava a começar o seu caminho na Europa e ganhou projeção. E o Moutinho era talvez o jogador mais importante da equipa: fazia tudo bem, era muito regular e sempre decisivo dentro de campo”.
Alex Telles e a Sua Gratidão
A mistura de emoções e experiências foi complementada por Alex Telles, que também deixou a sua marca na história do FC Porto entre 2016 e 2020. O jogador do Botafogo fez questão de expressar a sua gratidão: “Nas páginas positivas da minha carreira, o FC Porto está nas primeiras, porque é um clube que apostou em mim. A minha primeira convocatória para a seleção brasileira foi no FC Porto e estreei-me no Dragão. Acabei por oferecer a camisola ao meu querido presidente Pinto da Costa”.
Para Telles, um dos momentos mais marcantes foi a motivação proporcionada por Iker Casillas antes de uma importante fase da época em 2018. Ele descreve: “O Iker Casillas, na época, falou naquele pós-jogo, emocionou-se, disse o quanto ele queria ser campeão pelo FC Porto e que para ele não era brincadeira. Fiquei pensando se o Iker Casillas, depois do que ganhou, emociona-se desta forma para conquistar um título com o FC Porto... então quem somos nós?”. Este discurso galvanizou a equipa, que conseguiu vencer a Liga com um golo do Herrera no Estádio da Luz.