O FC Porto não deixou os créditos por mãos alheias e foi à Alemanha vencer o Estugarda (2-1) na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, dando um passo importante rumo aos quartos. A equipa portista mostrou frieza e eficácia, garantindo um triunfo que, apesar de curto, é precioso para a segunda mão. As declarações dos jogadores após o encontro refletem a consciência da dificuldade do desafio e a importância de manter o foco.
Pablo Rosario, um dos titulares no encontro, sublinhou a exigência da partida: “Não é fácil vencer em Estugarda, mas realizámos mais um jogo fantástico num curto espaço de tempo”. O médio dominicano apontou a “eficácia, intensidade e a ajuda de todos” como o segredo do triunfo, acrescentando: “Sabemos que nestes jogos por vezes temos de passar por dificuldades, mas realizámos uma boa exibição e estou muito orgulhoso pelo desempenho neste jogo complicado.”
Rodrigo Mora, autor de um dos golos dos dragões, expressou a sua satisfação pelo regresso aos golos e analisou a partida: “Poucas equipas conseguiram vencer aqui. Fizemos um grande jogo. Uma primeira parte muito controlada. Sofremos um golo num lance com alguns ressaltos. A equipa soube gerir bem o jogo e levamos uma vantagem boa para a segunda mão. Sabíamos que é uma equipa com muita intensidade. Mas nós igualamos isso. Igualamos no duelo e fomos uma equipa muito competente hoje. Podíamos nas transições ter alargado o jogo.” O jovem avançado também falou sobre a importância da vitória: “Vencer é sempre bom. Temos ainda uma segunda mão que é muito importante e não podemos relaxar. O meu sonho é ser campeão aqui e por isso vamos jogo a jogo. Ainda estamos nos ‘oitavos’, por isso vamos com calma. Ainda temos a segunda mão, mas vamos tranquilos porque vamos ganhar.” Mora fez ainda questão de agradecer a assistência para o seu golo: “Zaidu quando mete o turbo eu tenho de meter o meu porque ele é mais rápido do que eu. Felizmente consegui fazer o golo. Grande jogo do Zaidu, merece muito.”
Pepê, por sua vez, alertou para o facto de a vantagem ser curta: “A vantagem é curta e o resultado não adianta muito, pelo que é preciso manter a cabeça no lugar porque nada está definido e temos de fazer mais um grande jogo na 2.ª mão. O Estugarda tem qualidade e cada jogo é como se fosse uma final. Concentração e nível elevado para seguir em frente”. O extremo brasileiro frisou a dificuldade do confronto: “Sabíamos que seria um jogo muito difícil porque poucas equipas tiveram sucesso em Estugarda. Foi um jogo de força, de duelos, e foi preciso nosso melhor nível para corresponder. Todos os lances são determinantes e não cometer os mesmos erros foi importante.”
A crónica do jogo reforça a ideia de que o FC Porto soube adaptar-se à intensidade do Estugarda, uma equipa que, tal como os dragões, gosta de jogar em campo aberto. Com golos de Moffi e Rodrigo Mora, o FC Porto mostrou a sua eficácia e capacidade de responder aos momentos do jogo. A reviravolta no onze, operada por Francesco Farioli, que mexeu em oito peças em comparação com o clássico com o Benfica, parece ter surtido efeito, com jogadores como Pablo Rosario, Borja Sainz, William Gomes, Terem Moffi, Thiago Silva e Zaidu a mostrarem-se em bom plano. Apesar do golo sofrido, o FC Porto conseguiu gerir a vantagem e leva para a segunda mão um resultado que lhe dá confiança, mas que exige máxima concentração.