Miguel Almeida, presidente executivo da NOS, manifestou-se a propósito do recente acordo de 104,6 milhões de euros referente aos direitos televisivos do Benfica. Em conferência de imprensa, o gestor explicou o novo vínculo da parceria que prorroga a mesma por mais duas épocas, até 2028, e negou que o incremento dos custos seja significativo. “É uma extensão de um contrato existente, de um acordo existente, com um incremento de custos inferior à inflação, já agora. Portanto, não tem nenhum racional novo. Temos que recuar a 2015 para perceber o racional”, afirmou Miguel Almeida.
Quando questionado sobre a lógica económica do negócio, Miguel Almeida referiu que a questão deveria ter sido colocada em 2015, ano em que foi estabelecido o acordo inicial com o clube da Luz. “Em relação ao Benfica, a pergunta devia-se ter colocado em 2015”, disse. E prosseguiu: “Em 2015, a NOS estabeleceu um acordo com o Sport Lisboa e Benfica. Esse acordo era por dez anos e ia de 2016 a 2026. Portanto, o acordo termina no fim desta época desportiva”. O CEO da NOS insistiu que a operação representa “uma manutenção do status quo”.
Na mesma ocasião, o CEO da NOS abordou a participação de 25% na SportTV, garantindo que a posição é para manter e que não vê razões para abandonar. “Nós estamos na SportTV há 25 anos, desde sempre. Não vemos razão para sair. E, pela razão histórica que presidiu à lógica do negócio da altura, vamos ficar. Estamos confortáveis com essa participação, não vemos razão para a aumentar ou diminuir”, concluiu Miguel Almeida.