O Futebol Clube do Porto não equaciona um corte de relações institucionais com o Sporting Clube de Portugal, apesar das declarações polémicas de Frederico Varandas sobre André Villas-Boas. Esta informação, avançada por fonte portista e confirmada por meios de comunicação social, desmente os apelos feitos por um grupo de sócios denominado 'Por um Futebol Clube do Porto Maior, Unido, Insubmisso e Eclético', que inclui dois membros do Conselho Superior do clube azul e branco.
Os 'Insubmissos', através de Miguel Brás da Cunha e Luís Folhadela, enviaram uma carta a André Villas-Boas manifestando solidariedade e reiterando um pedido para o corte de relações. Este pedido tinha sido feito originalmente há cerca de um ano, após o comportamento do presidente sportinguista nas exéquias de Jorge Nuno Pinto da Costa. A mesma comunicação foi enviada a António Tavares, Presidente da Mesa da Assembleia Geral e do Conselho Superior do FC Porto, com o intuito de defender o bom nome e os valores do clube.
Contudo, a direção do FC Porto considera que a figura de Frederico Varandas “não possui relevância institucional suficiente”
para justificar uma medida tão drástica. Entende-se que tal decisão não teria, na prática, qualquer efeito significativo, uma vez que os clubes são obrigados a dialogar em diversas estruturas e organismos do futebol e de outras modalidades, como a Liga Portugal e a Liga de Clubes da Centralização de Direitos Televisivos. As declarações de Varandas são vistas, inclusive, como uma cortina de fumo
para desviar a atenção das declarações de André Villas-Boas, e o FC Porto avançará com uma participação disciplinar contra o líder leonino.