Leilão de Ativos do Boavista
Recentemente, treze garagens foram alienadas no leilão de 30 ativos imobiliários do Boavista, como parte do processo de insolvência que o clube atravessa. Este evento ocorreu entre março e abril e já tinha resultado na transação de uma loja e outros 15 lotes subterrâneos, demonstrando um movimento significativo na gestão de ativos do clube.
A 13 de abril, a leiloeira Leilosoc iniciou um segundo leilão para aumentar as ofertas sobre os imóveis que não encontraram compradores nas primeiras licitações. Este novo leilão focou-se especialmente nas 13 garagens que foram vendidas, enquanto um apartamento próximo do Estádio do Bessa não recebeu propostas mínimas durante o leilão.
Situação Financeira do Boavista
A maioria dos lotes subterrâneos já recebeu ofertas entre 16.050 e 42.300 euros, conforme listado no site da Leilosoc. A loja próxima ao Estádio do Bessa destacou-se como o ativo mais valioso, com um lance final de 181 mil euros. Enquanto isso, o apartamento T1 duplex, ainda disponível, tem um valor mínimo estipulado de 567.840 euros e conta com três varandas.
Ao todo, 29 imóveis foram vendidos a novos proprietários, e o apartamento não vendido será incluído numa futura venda, que deverá também incluir outro apartamento T2, bem como o Estádio do Bessa e o complexo desportivo adjacente. O valor mínimo global de venda para estes ativos será entre 32,9 e 37,9 milhões de euros.
A situação financeira do Boavista continua crítica, tendo acumulado dívidas acima de 150 milhões de euros. Este processo culminou na aprovação da liquidação do clube em setembro de 2025, embora a SAD tenha obtido o apoio unânime dos credores para continuar operando.
A direção do Boavista, sob a presidência de Rui Garrido Pereira, expressou surpresa com o avanço do leilão, apontando que negociações estavam a decorrer para a recuperação financeira. Simultaneamente, a claque Panteras Negras anunciou planos para contestar juridicamente o leilão, alegando que o processo não foi administrado de forma adequada.
A administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros, alterou a gestão da atividade do clube, assumindo o controlo sem a coadjuvação da direção atual, o que levanta novas questões sobre o futuro do Boavista e a gestão de seus ativos.