Rodrigo Mora, jovem promessa do FC Porto, tem enfrentado um desafio em 2025/26 para conseguir tempo de jogo sob a orientação técnica de Francesco Farioli. No entanto, o clássico contra o Sporting no Estádio do Dragão marcou um ponto de viragem, com o treinador a recorrer às suas qualidades técnicas para desmantelar a tática adversária.
Mora foi crucial ao ludibriar dois adversários na grande área e cruzar para a finalização de Fofana, após uma primeira tentativa de Alberto Costa, provocando uma explosão de alegria nos adeptos. Curiosamente, Farioli fez uma aposta inédita ao colocar Mora junto à ala esquerda com liberdade para procurar o jogo interior, uma posição onde, na época passada, o jogador brilhou no esquema 3x4x3 de Martín Anselmi, contribuindo com golos e assistências e ajudando o FC Porto a atenuar os problemas de uma temporada desportivamente difícil.
Esta viragem tática sugere uma nova via para Rodrigo Mora conquistar mais minutos como titular, especialmente dada a notória escassez de criatividade no último terço dos dragões, agravada pela ausência de Samu devido a lesão. Com Borja Sainz abaixo do esperado na ala esquerda e Gabri Veiga com um rendimento aquém do inicial – levantando questões sobre a possível influência dos rumores de uma transferência para o Atlético de Madrid –, Mora emerge como uma solução para a titularidade. O próximo desafio é na Choupana, um jogo de alta dificuldade, onde o FC Porto, em janeiro do ano passado, perdeu a hipótese de alcançar a liderança da Liga, então sob o comando de Vítor Bruno.
A última vez que o talentoso jogador formado nas camadas jovens do clube foi titular, Mora foi o catalisador da reviravolta frente ao Rangers, num jogo que garantiu a presença dos dragões nos oitavos de final da Liga Europa, evitando mais dois jogos de play-off. Dada a grave lesão de Samu, Farioli precisa de um plano B e Mora, com a sua capacidade de dotar o FC Porto de valências únicas entre linhas, é uma forte possibilidade para o onze inicial, a menos que o treinador opte por uma abordagem mais conservadora. A magia de Mora poderá ser decisiva para desequilibrar uma equipa como a do Nacional, que já causou dificuldades no Dragão.