Rui Borges, o técnico que tem conduzido a equipa a vitórias emocionantes nos últimos minutos, abordou a sua perspetiva sobre estes desfechos. Questionado sobre o facto de os seus atletas vencerem jogos já perto do fim, o treinador demonstrou não estar preocupado com o momento em que os golos surgem. “Queríamos marcar sempre mais cedo e às vezes não conseguimos, há grandes equipas e treinadores competentes dos dois lados. A vontade de vencer leva-nos a vencer qualquer tipo de jogo, seja no primeiro ou último minuto de jogo. Queremos fazer melhor na segunda volta e, se for sempre aos 96 minutos, não há problema, queremos é ganhar. Percebo a parte cardíaca da malta, a minha também, mas é um jogo de futebol e por isso é que é tão espetacular. As emoções que se criam à volta do jogo são enormes e não é para todos aguentá-las. O espírito da equipa está bem vincado e eles são campeões de nascença”, afirmou Rui Borges, sublinhando a crença na capacidade de superação e na mentalidade vencedora do grupo.
O técnico também explicou a sua decisão de “sacrificar” Trincão na partida contra o FC Porto, uma escolha tática que visava compensar a condição física de Pedro Gonçalves. “Está sempre em prol da equipa, é dos jogadores que mais tem dado à equipa. O Trincão foi sacrificado a jogar à esquerda no Estádio do Dragão porque o Pote vem de uma lesão e fisicamente não está preparado para jogar como extremo a defender. Há nuances que temos de entender e tirar o melhor de cada um. É alguém que já jogou à esquerda, antes era extremo e agora, se não jogar a dez, já dizem que é a melhor posição dele. A opção para o FC Porto, já que os extremos tinham de ter algum compromisso, era alguém que fisicamente desse melhor resposta e atualmente, se calhar, o Pote não conseguia. Não está no melhor momento em termos físicos”, esclareceu Rui Borges, demonstrando a complexidade das decisões no banco de suplentes e a necessidade de adaptar os jogadores às exigências de cada jogo.
Por fim, Rui Borges abordou a ausência de Luis Suárez, castigado por acumulação de amarelos, e realçou a importância do trabalho coletivo. “É natural que se possa pensar dessa forma, o Luis tem sido muito importante nos golos, mas ele consegue os golos por causa de um grande coletivo, não só pela parte individual. O nosso coletivo é o foco e, dentro disso, vem ao de cima o individual. É uma peça que tem sido importante, mas só faz falta quem está, vou-me focar nos titulares e nos que estiverem no banco. O importante é mantermos uma boa qualidade de jogo para levar de vencido um bom Famalicão”, concluiu o treinador, reforçando a ideia de que o sucesso da equipa reside na força do grupo e na capacidade de adaptação, independentemente das individualidades.