Com apenas 17 anos, Rodrigo Mora tem sido alvo de elogios de várias figuras do futebol português. O jovem avançado do FC Porto é visto como uma das grandes promessas do futebol nacional e a sua rápida ascensão na equipa principal dos 'dragões' tem sido amplamente elogiada.
'O Rodrigo Mora não é um jogador fugaz, mas sim uma certeza. Sei que estamos a falar de um miúdo de 17 anos, mas há coisas que não enganam, sobretudo para quem andou lá dentro, como eu', destacou o antigo médio dos dragões, Chaínho.
## A maturidade de Rodrigo MoraChaínho elogiou a maturidade demonstrada por Rodrigo Mora, afirmando que 'não é por acaso que sempre jogou em escalões acima da idade dele. Revela uma maturidade muito grande e tem de ser alguém especial para se impor num conjunto como o FC Porto, que está obrigado a lutar por títulos.'
'Não é arrogante. Não está sempre a gesticular com os braços quando as coisas não correm bem e sabe ouvir os companheiros, algo que é muito importante no começo de uma carreira', destacou o mesmo.
## As comparações com outras estrelasCom pouco mais de 1,68 metros de altura, Rodrigo Mora tem sido comparado a nomes como João Vieira Pinto e João Félix. 'Não há cópias. Obviamente, que ele tem traços técnicos que lembram o João Vieira Pinto, mas prefiro não ir por aí. O Rodrigo tem as suas virtudes, nomeadamente no espaço curto, no toque de bola fino e diferenciado naqueles poucos metros de retângulo. Ele vai fazer o seu caminho, vai crescer ainda a nível físico e muscular, mas o mais importante já tem: o entendimento do jogo. Com o tempo, vai aprimorar os aspetos menos fortes do seu jogo', frisou Chaínho.
## A pressão de jogar no FC Porto'Não vai sentir a pressão. Isso só acontece nos primeiros jogos, quando estás a dar os primeiros passos nos séniores. A partir de então, só deverás sentir nervosismo, que faz parte da essência do atleta. As pessoas têm de ter perceber que o Rodrigo não é o salvador do FC Porto aos 17 anos, é sim um elemento importante no processo ofensivo da equipa. Vai ser um bom teste para ele contra um adversário bastante capaz', concluiu o antigo médio.
Sabemos que, mais cedo ou mais tarde, Mora, será seduzido por campeonatos mais atrativos e um contrato chorudo. Como aconteceu com Di María, quando chegou ao Benfica muito novo. Este fenómeno reflete tanto uma fraqueza como uma força do futebol português: por um lado, perdemos jogadores que atraem público aos estádios e elevam o interesse pela nossa Liga; por outro, continuamos a revelar futebolistas de qualidade ímpar.