Hugo Oliveira frustrado com empate, mas elogia resiliência do Famalicão

  1. Hugo Oliveira considerou o empate inglório.
  2. A equipa demonstrou resiliência em campo.
  3. O treinador elogiou o desenvolvimento dos jogadores.
  4. A ambição de terminar no 4.º lugar mantém-se.

Hugo Oliveira, o técnico do Famalicão, não escondeu a sua frustração após o empate a duas bolas frente ao SC Braga, um resultado que considerou inglório, especialmente depois de a igualdade ter caído do céu nos minutos finais da partida. Apesar do desapontamento, o treinador fez questão de enaltecer a prestação dos seus jogadores, que demonstraram uma grande capacidade de reação e resiliência em campo. O jogo, que se inseriu na disputa por um lugar nas competições europeias, deixou um misto de sentimentos no seio da equipa famalicense, como o próprio técnico expressou na análise pós-jogo.

Em declarações, Hugo Oliveira analisou o bom encontro entre as duas formações, destacando a qualidade de ambas: “Acho que foi um bom jogo de futebol, entre duas boas equipas que querem ter a bola. A primeira parte foi dividida, com as equipas a querer saltar a pressão, para depois ter bola. Foi difícil para nós, porque começámos logo a perder. Mas tivemos uma boa reação. Ligámos as nossas ideias, podíamos ter marcado logo a seguir, mas mantivemos e ainda chegámos ao empate na primeira parte.” O treinador famalicense ainda acrescentou: “Na segunda parte, o Sp. Braga esteve melhor no início, com mais associações, mas sabíamos que íamos ter os nossos momentos, e assim chegámos ao 2-1. Após o golo tivemos capacidade sem bola, os jogadores trabalharam com competência, defender também é uma arte. Depois caiu do céu [o empate final]. Resultado que acho inglório num jogo dividido. Custa, claro que custa, temos a nossa ideia e chegamos ao estádio com equipas boas e batemo-nos. Saímos daqui um pouco frustrados”.

Questionado sobre a importância do ponto conquistado na luta europeia, Hugo Oliveira explicou: “Jogamos o jogo, temos uma forma de estar que, desde o primeiro jogo, chegámos ao estádio e tentamos impor as nossas ideias, jogar para ganhar, dando aos nossos jogadores a possibilidade de se baterem com boas equipas. Foi mais uma experiência para os nossos jogadores, não sei se ganhámos um ponto ou se perdemos dois. Aquilo que mais queria era que os nossos adeptos, que estiveram muito bem, não fossem embora desapontados”. Relativamente ao desenvolvimento dos seus jogadores, o técnico mostrou-se satisfeito, mencionando o exemplo de Gil Dias e estendendo os elogios a toda a equipa: “É uma tremenda satisfação saber que o Gil está a viver esta experiência. Merece esta estabilidade, pelo jogador talentoso que é, pela sua personalidade. Mas, não é só o Gil, a minha alegria é olhar para lá e ver miúdos a darem-se ao jogo e às ideias, a jogaram como gente grande, com qualidade. É isto que nos motiva desenvolver, desenvolver o clube para estar a este nível, para se bater a este nível, para os jogadores mostrarem a si próprios que estão a este nível, de forma corajosa, e alguns até para mais acima. Se não tivesse caído do céu podíamos ter levado os três pontos.”

Sobre o lance do penálti que resultou no empate, o treinador famalicense foi perentório: “Em Portugal é penálti. Do futebol que venho, não é nada.” Mas preferiu não se alongar em críticas à arbitragem: “Acho que não é pela arbitragem, vamos falar de futebol, foi um bom jogo.” Quanto às aspirações do Famalicão em terminar no 4.º lugar, Hugo Oliveira mantém a ambição: “Jogamos para ganhar jogos, depois se for quarto, quinto, sexto, ou sétimo, vamos ver, penso que a tabela costuma ser justa para nós. Aconteça o que acontecer na tabela, é um orgulho tremendo ver o desenvolvimento destes jogadores, ver a alegria, a coragem e a personalidade com que jogam.” Concluiu reforçando o seu orgulho: “Levámos um ponto, mas queríamos levar mais”.

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