Hugo Oliveira: Ambição Europeia Sustentada no Famalicão

  1. Famalicão almeja Europa com bases sólidas.
  2. Hugo Oliveira quer superar época passada.
  3. Faltam 9 jornadas para o fim da Liga.
  4. Famalicão enfrenta Vitória de Guimarães.

Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, não esconde a ambição de levar o clube a patamares europeus, mas sublinha a necessidade de se construírem bases sólidas para sustentar tais sonhos. Numa fase da temporada em que o 5.º lugar é uma possibilidade real, o técnico alerta para a importância de um crescimento sustentado, sem precipitações, sobretudo quando se comparam as obrigações com outros clubes de maior historial. O objetivo principal, para já, reside em superar a campanha da época transata, um indicador claro de progresso e ambição. Com nove jornadas pela frente, o Famalicão segue de perto o 5.º lugar, que pode valer um lugar nas competições europeias, algo inédito para o clube. No entanto, palavras de cautela marcam as declarações de Hugo Oliveira, que prefere focar-se em objetivos realistas e na melhoria contínua. “Falamos no início da época que a ambição do clube e a forma de estar é olhar para todos os jogos a acreditar que é possível ganhar. Não vamos para nenhum sem lutar para ganhar. Falamos do objetivo de fazer igualar ou melhor, tentar melhorar a época passada e tentar melhorar a época passada vai fazer com que a época seja muito positiva. Mas há outras coisas. Desenvolvimento dos jogadores, adeptos lado a lado... Somos muito ambiciosos e queremos sempre mais”, afirmou o técnico.

Esta visão a longo prazo coaduna-se com a ideia de que a Europa, quando chegar, deverá ser sustentada por uma estrutura robusta. Apesar da ambição, Hugo Oliveira mantém os pés assentes na terra, reconhecendo que outros emblemas do futebol português, como o Vitória de Guimarães, próximo adversário, têm uma obrigação de lutar por objetivos maiores, ditada pela sua história e rotina em competições internacionais. “Faltam muitos jogos, há muito para ser jogado, há clubes com mais obrigação, obrigação implica história, implica a rotina de lutar sempre para ganhar, a rotina de andar sempre em competições internacionais, ter uma força que seja condizente com esses objetivos. Temos um jogar que permite lutar para ganhar, mas há outros clubes que estão no mesmo patamar ou num patamar acima em termos de exigência, como o próximo adversário. Em termos de campeonato, estão aquém dos objetivos que tinham para a época e têm que pensar em resultado quantitativos. Nós queremos fazer melhor do que na época passada”, complementou, evidenciando o respeito pelo adversário e a consciência das diferentes realidades. O treinador abordou ainda a recente conquista de uma vaga adicional na Liga dos Campeões para Portugal em 2027/28, elogiando o percurso dos clubes portugueses na Europa. No entanto, alertou para os desafios de participar em competições europeias, defendendo que os clubes devem estar verdadeiramente preparados para não hipotecar as épocas seguintes. “Em primeiro lugar, dar os parabéns às equipas portuguesas que têm conquistado pontos. Trajeto de FC Porto, Benfica, Sporting, Sp. Braga é de valorizar, numa Europa onde é mais difícil de jogar, onde o poder económico de alguns países anda cada vez mais distante do nosso, mas temos conseguido resultados. Mas precisamos de pontos das equipas na Liga Conferência, é um ponto importante a discutir. Equipas deste patamar estarem preparadas para a Europa. E o que é chegar à Europa? É chegar de forma contínua ou chegar, jogar duas eliminatórias e cair, hipotecando épocas? Equipas que têm lutado pela Conferência que épocas têm feito no ano seguinte? Estavam preparados? É perigoso dar esse passo? É importante ter bases sólidas para lutar por coisas grandes. É algo que, olhando ao Famalicão, que temos que saber. Projetos precisam de bases, alicerces, infraestruturas, uma academia como temos, estádios condizentes com objetivos, que puxem adepto a estar próximo e influenciem o jogo próximo do campo. Depois, a maturidade do plantel, o talento do plantel, tudo alicerces que fazem com que se possa lutar com objetivos grandes sem hipotecar outras coisas. Esse é o projeto para estarmos preparados para estarmos melhores. Dando passos em frente, vamos ser felizes no futuro e vamos ter experiências diferentes. Europa vai ser um desses passos, quando chegar”, explicou Hugo Oliveira, que reconhece a importância de um planeamento estratégico e de infraestruturas robustas para suportar as ambições.

O Famalicão tem completado mais de metade das rondas sem sofrer golos, um registo notável e que, segundo o treinador, deve-se ao gosto da equipa em ter a bola e, consequentemente, à sua organização ofensiva. “São números que não são normais e temos de estar orgulhosos. Mas é importante dizer que tal dado acontece porque nós gostamos muito de ter a bola e não porque somos exímios no processo defensivo quando não temos a bola. Ofensivamente sabemos o que estamos a fazer, que posições têm de estar preenchidas, e isso permite-nos, aquando da perda da bola, sermos extremamente efetivos. Começamos a defender com os homens da frente, jogamos como um todo e é isso que me deixa orgulhoso enquanto treinador”, concluiu o técnico.

A atenção agora vira-se para o dérbi minhoto, uma “partida extremamente difícil” frente ao Vitória de Guimarães, num estádio “difícil para toda a gente”. Hugo Oliveira sublinha o respeito pelo adversário, mesmo com a recente mudança na liderança técnica dos vimaranenses, e garante que o Famalicão será “igual a nós próprios”. A equipa encontra-se preparada para o desafio da 26.ª jornada da Liga, agendado para amanhã, às 15h30. “Esperamos uma partida extremamente difícil, num estádio que é difícil para todos os adversários, não só para o Famalicão. O Vitória é um clube que luta por objetivos grandes, por competições internacionais, e que, normalmente, tem plantéis fortes e com talento. Este ano não foge à regra. Para nós, o que conta são as nossas ideias, princípios e objetivos, ou seja, colocarmos o nosso jogo seja onde for. Agora, isso não invalida que tenhamos um adversário que tem a sua força, que não joga sozinho dentro do campo, uma vez que tem uma força muito forte que vem de fora e que vai fazer com que o jogo seja difícil para nós. Mas somos sempre iguais a nós próprios e este é mais um desafio que tem de ser encarado com o máximo de respeito pelo adversário, mas também com o máximo de orgulho pelo que temos feito e com a confiança daquilo que tem sido o resultado desse trabalho”, transmitiu Hugo Oliveira, que aproveitou para enviar um “abraço” ao anterior treinador do Vitória, Luís Pinto, elogiando o trabalho realizado. A ausência de Mathias de Amorim, devido a castigo, não preocupa o técnico, que confia nas soluções do plantel. “Treinador feliz é aquele que tem todos os jogadores à sua disposição, mas a verdade é que estas situações são janelas de oportunidade para outros jogadores. Temos vindo a ser o exemplo do que é um plantel competitivo e que, joguem quem jogar, temos sempre as mesmas ideias. Não estará o Mathias connosco, estará outro. É para isso que estou cá, para tomar decisões e para retirar o máximo de cada jogador”, rematou Hugo Oliveira.

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Correcção de Artigo

  1. Autores do estudo: Análise da Qualidade dos Artigos
  2. Citação: "a correcção de artigos é fundamental"
  3. Data: 2022
  4. Número de autores: 5