Yanis Begraoui, avançado do Estoril, alcançou um feito notável ao marcar 20 golos na Liga portuguesa, algo que o clube não via desde 1949. Este registo coloca-o num grupo seleto de goleadores, superando os 17 golos de Léo Bonatini em 2015/2016 e aproximando-se dos 25 golos de José Mota em 1947. O internacional sub-23 marroquino é um dos poucos jogadores fora do leque dos Grandes
a atingir esta marca desde 2000, ao lado de nomes como Rafa Mujica (Arouca, 2023/2024), Nenê (Nacional, 2009), Derlei (União de Leiria, 2001/2002) e Gaúcho (Estrela da Amadora, 1999/2000), que teve os mesmos números. Este desempenho sublinha a sua importância para o Estoril e a sua capacidade de ser decisivo no campeonato nacional.
Paralelamente, Pau Víctor, goleador do SC Braga, tem impressionado com 16 golos e sete assistências em 55 jogos na sua primeira época em Portugal. Contratado por 12 milhões de euros, o espanhol de 24 anos tem justificado o investimento, mostrando um rendimento desportivo imediato. Um dos aspetos mais notáveis da sua performance é a sua eficácia contra o Benfica, tendo marcado três golos em três jogos disputados contra os encarnados. A sua capacidade de aparecer em jogos cruciais demonstra aversão a momentos de pressão, solidificando o seu estatuto de goleador e colocando-o como uma referência no ataque minhoto.
A presença de Begraoui e Víctor como artilheiros desafia a hegemonia habitualmente associada aos clubes de maior dimensão no futebol português. Estes jogadores não só provam que o talento para marcar golos se espalha por várias equipas, como também podem vir a ser ativos importantes no mercado de transferências, dada a sua veia goleadora. A capacidade de marcar golos de forma consistente é uma das qualidades mais valorizadas no futebol, e ambos os avançados estão a elevar o nível de competitividade da Liga Portuguesa.