Ian Cathro e o momento difícil do Estoril: "Época longa, difícil, e estamos poucos"

  1. Estoril com quatro derrotas consecutivas
  2. Ian Cathro destaca esforço dos jogadores
  3. Joel Robles recuperado e treinou
  4. Estoril é 10.º com 37 pontos

O Estoril atravessa um período desafiador, com quatro derrotas consecutivas, a pior série da época, e Ian Cathro, técnico dos canarinhos, não esconde as dificuldades que a equipa enfrenta. Antes da receção ao Famalicão, o treinador fez o ponto de situação da equipa, que procura urgentemente inverter este ciclo negativo.

“Tem sido uma época longa, difícil, e estamos poucos. Há jogadores que estão a fazer um grande esforço para manter a disponibilidade. Julgo que já provaram toda a sua qualidade. Vou tentar ajudá-los ao máximo”, começou por observar Cathro, sublinhando o empenho dos seus jogadores perante as adversidades. A série de resultados negativos, com derrotas frente a Rio Ave, Arouca, FC Porto e Moreirense, tem tido um impacto, mas o técnico garante que a frustração é superada pelo trabalho e dedicação. “Qualquer adversário serve quando queremos dar uma resposta às dificuldades. O meu foco é fazer o máximo para ajudar estes jogadores. Tem sido uma época longa, difícil, estamos poucos e os jogadores estão a fazer um grande esforço para manter a disponibilidade e energia, mas já antes provaram a sua qualidade e a nossa capacidade”, reiterou Cathro, evidenciando o sentimento do grupo perante o momento. “Temos de deixar a frustração ir embora e só focarmo-nos no que é importante. Este grupo tem conseguido consolidar a imagem pretendida. Ninguém olhou para nós e pensou: 'Estes vão descer'. Trabalharam muito, têm mérito. Mas estamos com dificuldades para acabar esta época. Estamos com jogadores a fazer um grande esforço. Neste momento, não temos nenhum central 'limpo' fisicamente. Mas como são grandes profissionais, vão fazer um esforço para estar em campo”, revelou, mostrando a resiliência do plantel.

As recentes alterações táticas e as explicações do treinador foram também abordadas. Ian Cathro teve de fazer diversas mexidas na equipa, com mudanças da baliza ao ataque, a mais recente na derrota frente ao Moreirense por 1-0. “O Joel [Robles, guarda-redes] já está melhor, conseguiu treinar a semana toda, tudo normal, é importante termos essa opção”, afirmou. Cathro também esclareceu as ausências de João Carvalho e Jordan Holsgrove. “O João [Carvalho] e o Jordan [Holsgrove] precisavam de um bocadinho de ar. São dois jogadores que têm muita responsabilidade e influência na maneira como nós jogamos, têm feito uma época excelente. Era importante que tivessem um pouco desse ar. Mesmo não sendo uma gestão física, talvez mais mental, para conseguir ajudar a ter outras coisas mais no final do jogo”, explicou o técnico, destacando a necessidade de gerir o desgaste não só físico, mas também mental dos seus atletas. Sobre a posição de Tsoungui, Cathro não hesitou na sua resposta. “Médio-defensivo. E vai ser um grande médio-defensivo”, afirmou, mostrando a sua visão para o jogador. Olhando para o futuro e para o próximo adversário, o Famalicão, Ian Cathro vê uma oportunidade e um modelo a seguir. “O Famalicão é uma boa referência para qualquer clube português, que quer crescer e chegar a um patamar mais alto com frequência, consistência e estabilidade. É algo que continuo a tentar que, com os passos certos, com tempo – é preciso tempo e trabalho de muitas pessoas - que o Estoril consiga chegar a esse nível”, perspetivou. O Estoril Praia, 10.º classificado com 37 pontos, é anfitrião do Famalicão, quinto com 48, no domingo, às 15:30. “É fácil detetar problemas, difícil é encontrar soluções. Julgo que com a centralização isso já estará resolvido. Não faz sentido que uma equipa que fique em 9.º ganhe o mesmo que o 10.º, por exemplo. Tem que haver diferença”, concluiu Cathro, abordando também o tema dos incentivos na 1.ª Liga.

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