Ian Cathro, técnico do Estoril, abordou a derrota da sua equipa em Alvalade, destacando a falta de agressividade e a desorganização defensiva como fatores cruciais. “Tivemos mais volume de jogo do que só 10 minutos. Olhando para o início do jogo, houve falta de agressividade e não conseguimos manter a organização do lado esquerdo e com a defesa da profundidade. O Sporting tem grandes jogadores e sofremos com isso. Cometendo esses erros tão cedo, contra uma grande equipa, fica muito difícil.”
Apesar da clara desvantagem no marcador, Cathro salientou os esforços da equipa para reagir, especialmente no segundo tempo. “Na segunda parte, tentámos tapar os problemas, como o controlo na zona central, e aí produzimos um bom volume de jogo. Não há muitas equipas que fazem o que nós fizemos aqui durante os tais 10 minutos da 2.ª parte. Saímos daqui zangados e temos de melhorar.” O treinador também fez questão de mencionar as dificuldades com os defesas centrais. “Também tenho de dizer que estamos a trabalhar com dois centrais disponíveis, o Gonçalo Costa sem ritmo de jogo, e o tempo de competição juntos não é muito. Isso é muito importante e é preciso sermos justos com a equipa. Vamos sair daqui e olhar para um 3-0 que é horrível, mas vamos continuar a trabalhar.”
Cathro analisou ainda mais a fundo a primeira parte. “Na primeira parte, não conseguimos ter a nossa agressividade a defender por fora. Tivemos muitas dificuldades na organização do nosso lado esquerdo. Sofremos golos que não podemos sofrer por erros no alinhamento quando temos que baixar. Por outro lado, quero ser justo com os jogadores, porque também é verdade que, neste momento, temos dois centrais disponíveis. Não quero ser injusto neste momento, mas nós criámos os nossos próprios problemas na primeira parte.” A entrada de Tsongui no meio-campo para a segunda parte foi crucial para uma melhoria no controlo da bola. “Temos que olhar para a primeira parte e acho que há duas coisas que estavam a permitir muitas saídas e muitas transições ao Sporting: foi o controlo do Trincão nessa zona central e a nossa organização e agressividade nos posicionamentos no lado esquerdo. Tentámos fazer esses ajustes e acho que conseguimos melhorar, o que permitiu à equipa ir entrando cada vez mais no jogo.”
Para o treinador, a eficácia na finalização é vital. “Mas também, se nós realmente queremos competir nestes jogos, quando criamos oportunidades, temos que fazer golo. Então acho que não foi o nosso melhor dia nesse sentido.” Por fim, Ian Cathro não deixou de criticar, indiretamente, a atuação da equipa de arbitragem, sem entrar em detalhes sobre lances específicos, mas realçando o impacto de certas decisões no desenrolar do jogo. “Também senti algumas situações da equipa de arbitragem em que acho que não foi o melhor dia deles também. Portanto, posso dizer que não foi o meu melhor dia, a primeira parte não foi o nosso melhor dia, mas também acho que não foi o melhor dia da equipa de arbitragem. Há várias situações. Acho que ninguém vai passar duas horas na televisão a analisar situações, porque não estamos a falar de um golo que não foi golo ou um penálti que não foi penálti. Mas, por exemplo, a malta mais perto do jogo sabe que, quando há uma falta que permite uma transição, essas coisas têm um grande impacto no jogo. Nessas situações, às vezes, temos que dizer as coisas.”