Ian Cathro critica arbitragem e desempenho do Estoril após derrota

  1. Derrota por 3-0 frente ao Sporting
  2. Ian Cathro criticou arbitragem
  3. Ian Cathro insatisfeito com 1.ª parte
  4. Equipa teve "mais agressividade" na 2.ª parte

Na sua análise pós-jogo, Ian Cathro, técnico do Estoril, não mediu as palavras para descrever a performance da sua equipa e, de forma notável, a atuação da equipa de arbitragem. A derrota por 3-0 frente ao Sporting deixou claro que a insatisfação era generalizada no seio da formação ‘canarinha’. Cathro começou por apontar as lacunas da primeira parte, afirmando: “Ficou claro. Na primeira parte não conseguimos ter a nossa agressividade. Tivemos dificuldade na organização. Sofremos golos que não podemos sofrer. Por outro lado, quero ser justo com os jogadores porque também é verdade que temos dois centrais disponíveis, o Gonçalo a voltar sem ritmo de jogo. Não têm muitos treinos juntos”. Esta declaração sublinha as dificuldades defensivas e a falta de entrosamento, em parte devido a lesões e à inatividade de alguns jogadores chave.

A resposta da equipa na segunda parte foi, de acordo com Cathro, uma demonstração de maior empenho, embora insuficiente para alterar o desfecho do encontro. “Ficou muito óbvio que precisávamos de mais agressividade. Na segunda parte fomos mais agressivos nas situações de 1x1. Não fomos obrigados a baixar tantas vezes durante tanto tempo. Entrámos mais vezes no nosso ritmo de jogo. Conseguimos situações em que noutros dias fazemos golos. Temos de sair daqui zangados com o resultado”, explicou o treinador. Esta perspetiva realça a crença de que, apesar da melhoria, a equipa falhou em capitalizar as oportunidades criadas, o que levou a uma inevitável frustração com o resultado final.

Contudo, a parte mais incisiva da análise de Ian Cathro residiu nas suas observações sobre a arbitragem. O técnico não hesitou em expressar o seu descontentamento, comparando a atuação do árbitro com a da sua própria equipa. “Não foi o nosso melhor dia, posso dizer que não foi o meu melhor dia, mas também não foi o melhor dia da equipa de arbitragem. Há várias situações, ninguém vai passar duas horas a analisar situações na televisão, porque não estamos a falar de um golo que não foi golo ou de um penálti que não foi penálti, mas a malta que está mais perto do jogo sabe que, quando há uma falta que permite uma transição… essas coisas têm grande impacto no jogo. Houve um momento, não sei quem foi, mas duas mãos a pôr o Guitane no chão, falta para nós, ficamos nessa posição mais alta, continuámos nesse ritmo… mas não. Às vezes temos de dizer as coisas. Não foi o meu melhor dia, na primeira parte não foi o nosso melhor dia, mas também não foi o melhor dia da equipa de arbitragem”, afirmou Cathro. Esta crítica direta à arbitragem sugere que o técnico sentiu que certas decisões tiveram um impacto significativo no desenrolar da partida, contribuindo para a derrota do Estoril.

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