O Santa Clara conseguiu impor-se frente ao Sporting de Braga por 2-1, num jogo da 31.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Carlos Vicens, técnico dos arsenalistas
, não escondeu a frustração com a falta de controlo após o golo de Rodrigo Zalazar. “Com 0-1, e da forma pouco controlada como o jogo estava, creio que não dava para pensar noutra coisa que não seja continuar a lutar para obter a vitória”, admitiu o treinador espanhol, que também justificou as rotações efetuadas no onze inicial: “Fizemos alterações no ‘onze’, talvez fosse expectável, mas fizemos de forma muito consciente, porque tínhamos jogadores que vinham de uma acumulação extraordinária de minutos e jogos”.
A análise de Vicens incidiu especialmente sobre as falhas individuais e coletivas que permitiram os golos sofridos. O técnico detalhou a fragilidade na saída de bola, referindo: “Nas duas ações, temos de perceber melhor as situações para evitar os dois golos. Um em saída, em que errámos pela terceira vez consecutiva em pouco espaço de tempo e que acaba por dar o golo ao adversário”. Esta fragilidade foi capitalizada por uma equipa dos Açores que soube aproveitar as oportunidades e manter a consistência defensiva.
Do outro lado, Petit celebrou a vitória e a identidade da sua equipa, embora tenha feito uma reflexão curiosa sobre a eficácia na finalização. “A primeira oportunidade de golo é nossa, com o Gabriel. Conseguimos chegar ao último terço, mas o último terço por vezes é caro. É como querer comprar um apartamento à beira-mar. Fica mais caro”, explicou o treinador. Petit destacou ainda a importância dos ajustes táticos efetuados durante a partida: “Ao intervalo, corrigimos alguns posicionamentos, onde podíamos pressionar mais alto, onde podia haver espaços. Acabámos por fazer dois golos, mas, antes, também o poderíamos ter feito”.