Após a derrota do SC Braga frente ao FC Porto, por 2-1, Carlos Vicens, treinador da formação minhota, analisou a partida com foco nos detalhes
que, segundo ele, foram determinantes para o desfecho. O técnico lamentou a dificuldade em criar oportunidades e a imposição física dos dragões, reconhecendo a exigência do encontro que se assemelhou ao da primeira volta. Vicens destacou a força do FC Porto, afirmando: “Sabíamos que este jogo, como na primeira volta, os detalhes seriam fundamentais. O FC Porto tem uma dimensão física difícil. Sabíamos que teríamos de ter personalidade, ser agressivos e dificultar a construção. O jogo escapou-nos em dois detalhes. Nós não criámos muitas oportunidades, na verdade. É difícil criar oportunidades contra o FC Porto.”
O treinador do Braga salientou a importância dos detalhes
na competitividade, enfatizando que estes foram cruciais para o resultado. A paragem para as seleções é vista como uma oportunidade para a recuperação dos jogadores, após uma semana de grande desgaste. Em relação às substituições, Vicens explicou a prudência com Niakaté: “Sabíamos que o Niakaté vinha de uma lesão longa. Recuperou e foi a jogo na Liga Europa. A partida foi exigente. Sabíamos que podíamos perdê-lo para o resto da época. Decidimos substituí-lo”
. Adicionalmente, sobre a chamada de Ricardo Horta à seleção, expressou satisfação: “É um jogador fundamental para nós. Está a fazer um ano ótimo. Felizes por ele.”
Vicens reiterou a dificuldade em defrontar uma equipa como o FC Porto, que tem muita dimensão física
e “sofre muito poucos golos”
. Reconheceu que a sua equipa “também não criou muitas oportunidades”
, apesar de ter estado na frente do marcador. A próxima fase da temporada é vista com expectativa, com o treinador a sublinhar a importância de “ver como voltamos porque vêm aí coisas muito importantes”
. A intensidade do jogo e o perfil do adversário foram, nas palavras de Vicens, fatores preponderantes para o resultado final, resultando numa aprendizagem para a equipa minhota.