FPF propõe pacote de medidas para combater violência em recintos desportivos

  1. FPF irá apresentar pacote de medidas anti-violência.
  2. Criação de plataforma centralizada de controlo de acessos.
  3. Introdução de Fan ID sempre que viável.
  4. Reforço de revistas de segurança em jogos de risco.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai apresentar ao Governo um pacote de iniciativas para prevenir e combater a violência nos recintos desportivos, na sequência dos incidentes ocorridos no jogo entre o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães. As medidas propostas visam reforçar a segurança e a responsabilidade, com destaque para a criação de uma plataforma centralizada de controlo de acessos nas competições organizadas pela FPF. A introdução de ingressos nominativos, conhecidos como Fan ID, será implementada sempre que for tecnicamente viável, procurando identificar os adeptos e coibir comportamentos violentos. Outra medida importante é a aplicação efetiva da sanção de apresentação em esquadra para adeptos proibidos de frequentar recintos desportivos durante todo o período da interdição, garantindo o cumprimento rigoroso das penalizações impostas. Em comunicado, a FPF explicitou esta intenção, bem como o balanço da reunião entre António Salvador e Pedro Proença.

Entre as propostas apresentadas pela FPF, sobressaem ainda o reforço das revistas de segurança em jogos considerados de maior risco, a implementação de mecanismos eficazes para identificar adeptos envolvidos em desordens nas bancadas e a realização de ações de prevenção socioeducativa. Estas ações serão promovidas em conjunto pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) e pelas forças de segurança. A FPF aponta também a necessidade de uma maior celeridade processual e eficácia na aplicação das penalizações em casos de violência no desporto, visando um sistema mais ágil e dissuasor. O pacote de iniciativas prioritárias inclui ainda o reforço das medidas regulamentares dirigidas aos clubes e a valorização da figura do gestor de segurança, através de formação contínua, realçando a importância de profissionais capacitados para gerir a segurança nos eventos desportivos.

No encontro entre António Salvador, presidente do Sporting de Braga, e Pedro Proença, presidente da FPF, foi analisada a “ordem de retirada, pelas forças de segurança, de uma coreografia de incentivo e apoio promovida” pelo Sporting de Braga, em colaboração com os seus adeptos. A discussão aprofundou “a necessidade de uma abordagem conjunta que valorize o ambiente positivo nos estádios”, procurando um equilíbrio entre a segurança e a liberdade de expressão dos adeptos. “Ambas as partes reconheceram a importância de assegurar critérios claros, proporcionais e uniformes na atuação operacional em contexto de espetáculo desportivo”, com o objetivo de evitar a subjetividade nas decisões das autoridades. A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, defendeu que “a análise aos incidentes do jogo entre Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, da 23.ª jornada da I Liga de futebol, cabe às entidades competentes, sem leituras políticas”. A ministra enfatizou: “Ou nós confiamos nas informações dadas pelas autoridades oficiais, ou não confiamos. Eu confio. E, portanto, há uma análise que não é política, tem de ser técnica e tem de ser feita nesse tipo de eventos pelas autoridades, pelas entidades oficiais”. O Sporting de Braga, por sua vez, criticou a PSP por impedir “a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade”, antes da receção ao Vitória de Guimarães, em comunicado, e os arsenalistas queixaram-se de uma “postura intransigente e autista” por parte da PSP e anunciaram que iriam solicitar reuniões de emergência e instar a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a LPFP a posicionarem-se sobre o caso. O Sporting de Braga venceu por 3-2 na receção ao Vitória de Guimarães, regressando ao quarto lugar da tabela classificativa. “A FPF e o Sp. Braga reafirmam a sua total disponibilidade para continuar a trabalhar em articulação com as autoridades competentes e demais agentes do futebol, com o objetivo comum de garantir espetáculos desportivos seguros, inclusivos e vividos com paixão positiva por todos os adeptos”, conclui-se em nota da federação.

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