Ministra da Cultura defende análise técnica a incidentes no dérbi minhoto

  1. Margarida Balseiro Lopes: "Eu confio"
  2. Pedro Dias: perigo significativo
  3. SC Braga: análise parcial
  4. LPFP irá reunir-se

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, defendeu hoje que a análise aos incidentes no jogo entre o Sp. Braga e o Vitória de Guimarães compete às entidades competentes, sem leituras políticas. Em audição parlamentar, a ministra declarou: “Ou nós confiamos nas informações dadas pelas autoridades oficiais, ou não confiamos. Eu confio. E, portanto, há uma análise que não é política, tem de ser técnica e tem de ser feita, nesse tipo de eventos, pelas autoridades, pelas entidades oficiais”. As declarações surgem na sequência da polémica gerada pela proibição de uma coreografia por parte da PSP no dérbi minhoto. O secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, por sua vez, esclareceu que a decisão de impedir a utilização da coreografia preparada pelos adeptos do Sp. Braga teve fundamento técnico e resultou de riscos reais de segurança. Segundo Pedro Dias, os materiais da coreografia eram inflamáveis, o que levou o comandante do policiamento a inviabilizar a sua utilização devido ao “perigo significativo para a integridade física dos adeptos naquela bancada”. A PSP de Braga já tinha comunicado ao clube a intenção de não autorizar a coreografia no dia 9 de fevereiro.

Pedro Dias lembrou ainda que o jogo foi temporariamente interrompido devido ao arremesso de várias tochas incandescentes para o relvado, provenientes da zona onde se encontrava a lona de maiores dimensões. Defendendo a atuação das forças de segurança, afirmou que a “intervenção [da PSP] foi adequada e houve articulação com o clube”. Abordando a violência no desporto, o governante destacou a existência de um plano nacional de ética em vigor e garantiu que o Governo está a trabalhar para melhorar a legislação. “Havendo espaço para melhorar, vamos melhorar”, assegurou.

Em resposta às declarações do secretário de Estado do Desporto, o SC Braga emitiu um comunicado oficial. Os bracarenses criticaram a análise governamental, afirmando que “as conclusões hoje apresentadas resultam de uma análise parcial e omitem o contributo que o Sp. Braga se disponibilizou a acrescentar”. O clube relembra que ainda não obteve resposta ao pedido de reunião feito às tutelas do Desporto e da Administração Interna e que, sem essa reunião, as informações partilhadas pelo Governo são incompletas. O clube reafirma todos os factos que relatou em comunicações públicas e está em condições de os sustentar. Além disso, o SC Braga considera que, por acumular a pasta do Desporto com a da Cultura, a ministra deve ter “especial zelo na defesa da liberdade de expressão e no combate a qualquer forma de censura”. A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) irá reunir-se com o Sp. Braga a pedido dos minhotos para esclarecer o incidente, uma vez que a exibição da tela de promoção estava “previamente aprovada pelo organismo”.

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