A centralização dos direitos televisivos no futebol português poderá gerar uma receita anual superior a 300 milhões de euros, um valor que superou as expectativas iniciais. A Liga Portuguesa de Futebol Profissional, através do seu presidente Reinaldo Teixeira e do CEO André Mosqueira do Amaral, apresentou às sociedades desportivas os cenários de receita, que preveem um mínimo de 250 milhões de euros anuais. Este montante representa um marco significativo para o futebol nacional, refletindo o trabalho desenvolvido neste dossiê e a crescente valorização do produto Liga.
A chave de distribuição das receitas, ainda em discussão, permanece complexa. A Liga tem até 30 de junho para refinar esta proposta, buscando um modelo que contemple de forma mais equitativa os interesses dos três grandes
(Sporting, Benfica e FC Porto), o SC Braga e o Vitória de Guimarães, a classe média-alta e baixa da I Liga, e os clubes da II Liga. Embora a unanimidade seja um objetivo ambicioso, a aprovação por uma vasta maioria é crucial para o sucesso da centralização.
Paralelamente, André Villas-Boas, presidente do FC Porto, tem demonstrado uma gestão estratégica multifacetada. Tendo superado os desafios financeiros, desportivos e de relacionamento com os adeptos desde a sua eleição, o presidente portista visa agora alcançar um marco histórico: ultrapassar o Benfica no número de campeonatos conquistados. A sua ambição estende-se à liderança da Liga, com a possibilidade de converter Reinaldo Teixeira ou eleger um candidato próprio nas eleições de 2027.