O dérbi minhoto entre o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães, no sábado, ficou marcado por um incidente envolvendo a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade. A PSP impediu a colocação da tela, alegando riscos de segurança devido à proximidade com artefatos pirotécnicos. O Braga criticou a decisão, classificando-a como intransigente e autista
, e anunciou a solicitação de reuniões de emergência com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).
A LPFP confirmou que agendou uma reunião para quarta-feira com o Sporting de Braga, a pedido do clube, para esclarecer o incidente. A Liga destacou que a exibição da tela estava “previamente aprovada pelo organismo”
, mas a PSP justificou a proibição com base em normas de segurança. No comunicado, a polícia referiu que os materiais da coreografia não eram ignífugos e estavam próximos de pirotecnia autorizada, representando um risco real
para os adeptos.
Além disso, a PSP relatou outros incidentes durante o jogo, incluindo a detenção de um indivíduo por ameaças a um agente e a apreensão de artefatos pirotécnicos ilícitos. O Braga venceu o jogo por 3-2, regressando ao quarto lugar da tabela classificativa, mas o episódio da tela dominou os debates pós-jogo, com o presidente António Salvador a prometer recorrer “até às últimas instâncias”
.