Na sequência dos eventos que precederam o dérbi minhoto entre SC Braga e Vitória de Guimarães, o SC Braga formalizou pedidos de audiência com caráter de urgência junto de várias entidades. O clube descreve o sucedido como uma inexplicável censura
por parte do Comando Distrital da PSP, que terá impedido a utilização de uma tarja de apoio à equipa minutos antes do início do jogo, gerando momentos de tensão entre adeptos e forças de segurança.
A decisão da PSP, que proibiu a exibição de uma enorme tarja programada para cobrir momentaneamente a bancada nascente, foi amplamente contestada pelo clube. Em comunicado, o SC Braga afirmou que, “não obstante as apreciações favoráveis de outras entidades, entre as quais a Liga Portugal e a Cruz Vermelha, a PSP manteve em todo o processo uma postura intransigente, apesar de a própria reconhecer que a tela e o manuseamento da mesma cumpriam os requisitos de segurança”
. O clube e os seus adeptos sentiram-se ofendidos
, considerando que a ação da PSP “criou condições inflamáveis para o entorno da partida”
.
Em resposta a esta situação, o SC Braga anunciou que “seguirão já pedidos formais de audiência, com caráter urgente, para a Federação Portuguesa de Futebol, para a Liga Portugal, para o Governo de Portugal (nas tutelas do Desporto e da Administração Interna) e para a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD)”
. Dada a “relevância dos factos em causa”
, o clube minhoto espera “ser recebido pelas entidades durante os próximos dias”
para debater o ocorrido e as suas implicações.