Conflito entre claques e PSP atrasa entrada de adeptos no dérbi bracarense

  1. Conflito entre claques e PSP
  2. Atraso na entrada de adeptos
  3. Sporting de Braga critica PSP
  4. Reuniões de emergência agendadas

A menos de uma hora do apito inicial do dérbi entre o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães, as portas para a entrada dos adeptos na bancada nascente do Estádio Municipal de Braga ainda não tinham sido abertas. Esta situação foi originada por um conflito entre elementos das claques do clube da casa e os agentes da PSP. Os adeptos bracarenses tinham planeado uma coreografia especial para o dérbi do Minho, mas as forças de segurança proibiram a ação, removendo as cordas que seriam usadas para montar uma enorme tarja. Esta intervenção policial causou confusão e atrasou a abertura das portas de acesso à referida bancada. Em contraste, a entrada dos cerca de 1.500 adeptos do Vitória de Guimarães decorreu sem incidentes, e a maioria já se encontrava na caixa de segurança. O dérbi entre o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães motivou um forte aparato policial na cidade, como é habitual.

Entretanto, o Sporting de Braga emitiu um comunicado a criticar a “postura intransigente e autista” das forças de segurança, alegando que a PSP “ofendeu o clube e os seus sócios e adeptos” e que criou “condições inflamáveis para o entorno da partida, numa postura de absoluta irresponsabilidade”. A SAD minhota confirmou que irá agendar reuniões de emergência com as entidades relevantes. O comunicado detalha que o Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública, na pessoa do Subintendente André Carvalho, impediu a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade que seria erguida na bancada Nascente. Segundo o clube, esta decisão foi tomada apesar de outras entidades, como a Liga Portugal e a Cruz Vermelha, terem dado apreciações favoráveis à coreografia, e de a própria PSP ter reconhecido que a tela e o seu manuseamento cumpriam os requisitos de segurança.

A alegada justificativa da PSP foi que a coreografia “não se enquadra no apoio aos clubes e sociedades desportivas intervenientes”. O Sporting de Braga considerou esta decisão “prepotente” e “ignorante”, salientando que a tarja expressava o vínculo do clube com a cidade de Braga, “sublinhando o orgulho pela sua história bimilenar”, com uma mensagem em latim. O clube acrescentou que este “lamentável episódio” “abre uma ferida profunda na postura de cooperação que o SC Braga tem assumido” e que a PSP “criou condições inflamáveis para o entorno da partida, numa postura de absoluta irresponsabilidade”. O Sporting de Braga irá dar conhecimento deste caso a todas as entidades relevantes e solicitará reuniões de emergência, apelando também à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga Portugal para que se posicionem sobre o ocorrido. O clube bracarense recebe o Vitória de Guimarães neste sábado, às 20h30.

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