Cláusula de ética de Mourinho no Benfica dura até 29 de maio

  1. Cláusula de ética de Mourinho no Benfica dura até 29 de maio
  2. Rescisão custaria menos de metade do salário de Mourinho
  3. Rui Costa chamou-lhe “cláusula rara”
  4. Mourinho pode ir para o Real Madrid se Florentino Pérez vencer as eleições

A situação de José Mourinho no Benfica continua a ser um dos grandes temas do futebol português. A chamada “cláusula de ética” no contrato do treinador com o clube encarnado, que inicialmente parecia ter um prazo de dez dias seguidos após o último jogo da época, afinal, dura mais tempo do que o previsto. A notícia de que Mourinho tem tudo certo para o Real Madrid, caso Florentino Pérez vença as eleições, adiciona ainda mais suspense a esta situação.

Afinal, a cláusula que permite a Mourinho ou ao Benfica SAD rescindir o contrato sem grandes custos só expira no final da semana. Os dias em questão não são corridos, mas sim úteis. “Quando o Benfica anunciou a contratação de José Mourinho a 18 de setembro de 2025, o clube encarnado fez uma ressalva: dez dias após o último jogo oficial da época desportiva 2025/26, nas mesmas condições, tanto a Benfica SAD como o treinador poderiam optar por não dar continuidade ao contrato que mantinha (e mantém) o treinador ligado ao Benfica até ao final da temporada 2026/27”, referia o comunicado. Entretanto, após o Estoril-Benfica, último jogo das águias na temporada, a 16 de maio, nesta terça-feira, completou-se o décimo dia. Contudo, “Nesse comunicado, enviado pela SAD encarnada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), não ficou explícito se os dez dias eram seguidos, mas o Maisfutebol sabe que são dez dias úteis.” Além disso, “Afinal não chega hoje ao fim o prazo de 10 dias para José Mourinho confirmar se aceita ou recusa renovar com o Benfica. A cláusula só expira no final da semana. Os 10 dias de que tanto se tem falado são 10 dias... úteis, apurou Record.” Isso significa que a “cláusula de ética” é válida até sexta-feira, 29 de maio.

Apesar da proximidade do fim do prazo, o técnico português ainda não comunicou a sua decisão ao clube da Luz. A imprensa tem avançado informações contraditórias sobre o valor que Mourinho ou o Real Madrid teriam de pagar para romper o vínculo com o Benfica. O presidente do Benfica, Rui Costa, já havia abordado o assunto. Rui Costa chamou-lhe “cláusula rara” e José Mourinho “cláusula de ética”, numa alusão ao facto de o técnico ter sido contratado escassas semanas antes das eleições do Benfica e de um eventual novo presidente não querer ficar preso a um treinador que não tinha escolhido ou de o treinador setubalense não se rever no projeto do novo líder do clube e pretender romper a ligação. Em relação ao custo da rescisão para Mourinho, “Posso dizer que é menos de metade do seu salário. É uma medida fantástica para a altura que vivemos", afirmou Rui Costa à TVI e à CNN Portugal a 25 de setembro de 2025, numa entrevista em que, quando questionado se Mourinho recebia 3 milhões de euros no primeiro ano de contrato e 4 no segundo (não foi esclarecido se brutos ou líquidos), o presidente do Benfica respondeu que os valores andariam “por aí”, frisando, no entanto, que não estava autorizado a revelar o salário do treinador.

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