Mourinho foca-se no Benfica e antecipa Mundial 2026

  1. Mourinho quer levar Benfica à Liga dos Campeões.
  2. Rejeita ser selecionador nacional para já.
  3. Mourinho aponta favoritos ao Mundial 2026.
  4. Crítica à crise do futebol italiano e soluções.

Durante a sua recente visita a Itália, José Mourinho concedeu uma entrevista à Sportmediaset, na qual abordou diversos tópicos, desde o elogio a Francesco Farioli até ao seu próprio futuro. Questionado especificamente sobre o alegado interesse do Real Madrid, Mourinho foi direto na sua resposta, delineando as suas prioridades atuais. “O meu próximo objetivo é levar o Benfica à Liga dos Campeões”, afirmou, citado pelo Corriere dello Sport, focando-se claramente nos desafios imediatos com o clube da Luz.

Além de esclarecer o seu foco no Benfica, o treinador português também abordou a possibilidade de vir a ser selecionador nacional, algo que, para já, rejeita. “Ainda não é hora. Penso nisso, mas também penso na minha vida sem futebol de clube: sem treinar todos os dias, ganhar, perder e empatar três vezes por semana. Estar feliz, triste, frustrado, querer melhorar... Não consigo imaginar a minha vida sem essas coisas. Ainda não chegou a hora de uma seleção nacional”, afirmou o técnico, sublinhando a sua paixão pelo trabalho diário num clube. Esta posição reforça a ideia de que Mourinho ainda não se sente preparado para abandonar a intensidade do futebol de clubes pela rotina de uma seleção.

Mourinho também partilhou a sua visão sobre o próximo Mundial 2026, elegendo os seus favoritos à vitória. “Gostaria que Portugal vencesse, tem potencial para isso. Carletto é Carletto [Carlo Ancelotti], mesmo que as pessoas não acreditem que o Brasil consiga. Para mim, porém, o Brasil com Ancelotti é uma coisa e sem ele é outra. Na minha opinião, ele consegue. A Argentina é campeã mundial e parece-me uma equipa de verdade: unida, compacta, gostam de jogar pela seleção nacional. E a França, que com todo o talento que tem pode formar três equipas competitivas. Um dia também chegará a hora da Inglaterra, que as pessoas lamentam desde 1966”, analisou. Contudo, o técnico fez uma ressalva sobre a fase inicial da competição: “Mas acho que vou ficar de férias até aos quartos de final. Há demasiadas equipas que vão para lá só para perder. A partir dos quartos de final começa a verdadeira festa. Se falarmos de futebol de verdade, existem equipas que simplesmente vão dar um passeio”, concluiu, numa crítica ao formato alargado do torneio.

O treinador benfiquista refletiu igualmente sobre a crise do futebol italiano, recordando um episódio marcante. “É triste. Quando a Itália não se qualificou eu estava com o Rui Costa e não queríamos acreditar: 'Como é possível que a nossa Itália não tenha conseguido sobreviver?' Mas é real, aconteceu”, disse Mourinho. Contrariando algumas opiniões, Mourinho não acredita que a solução para a Itália passe por um treinador estrangeiro. “Não concordo: não acho que precisem de um treinador estrangeiro. A Itália tem treinadores com carisma, qualidade, experiência... Podem não ter o Carletto [Ancelotti], mas têm o Max [Allegri], o Antonio [Conte] e certamente há outros também. Mas há algumas coisas que precisam de ser repensadas. Vejo, por exemplo, um país como Portugal com dez milhões de habitantes: competições para jovens, condições de trabalho... Existem diferenças incríveis. Depois vês a qualidade dos jogadores portugueses que aparecem todas as semanas com o treinador a lutar para escolher quais jogadores excluir”, salientou. Mourinho defendeu a importância da formação e sugeriu um nome para liderar a federação italiana. “Acho que o Malagò é um nome forte: ele traria muita experiência e eu adoraria vê-lo no papel de presidente da FIGC. Ele entenderia a necessidade de mudar a estrutura básica. A Itália é muito forte em muitos desportos olímpicos. Eu escolheria a combinação M&M: Malagò e Max [Allegri]”, referindo-se ao atual treinador do Milan, destacando a necessidade de reestruturação na base do futebol italiano.

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