Mourinho elogia Farioli e FC Porto, projeta Mundial 2026 e discute futuro

  1. Mourinho defende que Farioli vai ser campeão.
  2. FC Porto pode ser campeão no sábado.
  3. Mourinho quer Portugal no Mundial 2026.
  4. Mourinho não quer ser selecionador ainda.

José Mourinho, em visita a Milão para um evento comercial, não só abordou o seu futuro e a seleção nacional, como também dedicou palavras de apreço a Francesco Farioli e ao FC Porto. Questionado sobre a possibilidade de Farioli ser o novo José Mourinho, o treinador do Benfica expressou a sua visão. “Francesco Farioli o novo José Mourinho? Não quero ir longe demais, mas acho que ele vai ganhar o campeonato merecidamente. Ele será campeão: podem ou não gostar de como ele joga ou de como comunica, mas, no fim, quem ganha tem razão”, disse, revelando uma forte convicção sobre o desfecho do campeonato português. Esta declaração sublinha o reconhecimento de Mourinho pelo trabalho do técnico italiano, independentemente do estilo de jogo ou comunicação preferido, focando-se no resultado final – a conquista do título.

O FC Porto, sob a alçada de Farioli, pode assegurar o título já no próximo sábado, na receção ao Alverca, evidenciando a consistência dos dragões nesta temporada. Mourinho reforçou que “Farioli é o novo Mourinho? Não vou exagerar. Vai ser campeão com mérito, é um campeão. Pode-se gostar mais ou menos de como joga ou comunica, mas quando se ganha, ganha-se. O FC Porto merece vencer o campeonato”. A sua análise reflete uma perceção clara do mérito e da iminente vitória do FC Porto, distanciando-se de comparações diretas, mas validando o sucesso do adversário.

José Mourinho também projetou o Mundial 2026, onde Portugal é um dos seus desejos. “Gostaria que fosse Portugal, que tem potencial para isso”, afirmou. O treinador do Benfica não se ficou por aí e fez uma análise aprofundada de outros candidatos: “O Carletto é o Carletto, mesmo que as pessoas não acreditem que o Brasil consiga. Mas, para mim, o Brasil com o Ancelotti é uma coisa e sem ele é outra. Acho que conseguem. A Argentina é a atual campeã do Mundo e parece uma equipa a sério: unida, compacta e feliz por jogar pela seleção. E depois a França, que com todo o talento que tem consegue formar três equipas competitivas. Um dia, terá de chegar a vez da Inglaterra...”. Demonstra um conhecimento profundo sobre as seleções e os seus técnicos, bem como as dinâmicas internas que podem levar ao sucesso. No entanto, o Special One adiantou que só estará verdadeiramente atento ao torneio a partir de uma fase mais avançada. “Mas acho que vou ficar de férias até aos quartos de final: há demasiadas equipas que vão lá apenas para perder. A verdadeira festa começa nos quartos de final”, concluiu, expressando um certo ceticismo quanto à qualidade das fases iniciais do Mundial.

Relativamente ao seu futuro imediato, Mourinho reafirmou o seu compromisso com o clube da Luz, dissipando quaisquer rumores sobre outros interesses. “O meu próximo objetivo é levar o Benfica à Liga dos Campeões”, atirou. Além disso, o técnico abordou a possibilidade de treinar uma seleção nacional no futuro, mas deixou claro que “Selecionador? Ainda não é o momento. Penso nisso, mas depois também penso na minha vida sem o futebol e o dia a dia num clube: sem treinar todos os dias, sem ganhar, perder e empatar três vezes por semana. Ser feliz, estar triste, frustrado, querer melhorar... não consigo imaginar a minha vida sem estas coisas. O momento para assumir uma Seleção Nacional ainda não chegou”. Estas declarações revelam a paixão de Mourinho pela dinâmica diária do futebol de clubes e a intensidade que advém da competição constante, que o faz adiar a transição para cargo de selecionador. A sua visão não se prende apenas com a função, mas com o estilo de vida que o futebol de clubes proporciona, um fator determinante para a sua felicidade e realização profissional.

No que toca ao futebol italiano, país onde deixou a sua marca, Mourinho expressou a sua tristeza pela ausência da Itália no último Campeonato do Mundo e criticou a estrutura da formação em Itália. “É triste. Quando vocês não se qualificaram, eu estava com Rui Costa e não conseguíamos acreditar: 'Como é possível que a nossa Itália não tenha conseguido?', perguntávamos a nós próprios. Mas é real, aconteceu”, partilhou, numa reflexão sobre o momento. No entanto, o técnico setubalense recusou a ideia de que a Itália precise de um selecionador estrangeiro. “Não concordo: não acho que precisemos de um treinador estrangeiro. Itália tem treinadores com carisma, qualidade, experiência... Podem não ter o Carletto, mas podem ter o Max [Allegri], o Antonio [Conte], e certamente existem outros também... No entanto, há algumas coisas que precisam de ser repensadas. Por exemplo, vejo um país como Portugal com 10 milhões de habitantes: as competições para os jogadores jovens, as condições de trabalho... há diferenças incríveis. Depois, vê-se a qualidade dos jogadores portugueses que aparecem todas as semanas, com o selecionador a ter dificuldade em escolher quais os jogadores a excluir.” Mourinho sugere que, apesar do talento dos treinadores italianos, o problema reside na base do futebol do país, onde a formação de jovens talentos não acompanha o que é feito noutros países, como Portugal, que considera um exemplo a seguir neste aspeto. A sua experiência em diversas ligas europeias confere-lhe uma perspetiva única sobre as diferenças entre os sistemas de formação e as suas consequências a nível de seleção nacional.

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