Mourinho analisa vitória do Benfica e confessa decisão emocional no onze

  1. Benfica vence Moreirense por 4-1
  2. Mourinho admite decisão emocional no onze
  3. Mourinho elogia valor de Ivanovic
  4. Vitória ocorreu na 31.ª jornada

Análise do jogo e falhas defensivas

Após a vitória expressiva por 4-1 na receção ao Moreirense, em jogo da 31.ª jornada da Liga, José Mourinho partilhou a sua análise sobre o decorrer da partida. O treinador do Benfica descreveu o confronto como um “jogo estranho. Estranho no sentido em que não podíamos começar melhor, depois entrámos numa zona cinzenta de controlo, mas de – não quero dizer pouca ambição – mas jogo pouco fluído”.

Mourinho detalhou a falha que permitiu o empate momentâneo do adversário, referindo que “Eles fazem o empate numa situação daquelas abertas à crítica e análise interna. É uma situação de transição em que temos superioridade numérica, mas há um jogador que abandona a corrida defensiva e deixa o Dahl numa situação de um contra um. Depois, há o erro técnico do Dahl na abordagem e eles fazem o golo”.

Domínio na segunda parte

A segunda parte trouxe um cenário mais favorável, onde o técnico sentiu que a equipa manteve a dominância. Sobre este período, afirmou: “Na segunda parte, tivemos sempre controlo, mesmo que eles tenham tido bola em alguns momentos, mas não criaram perigo. Eu mexo e sabia que com aqueles jogadores ia trazer mais intensidade, profundidade e velocidade ao jogo”.

Mourinho analisou ainda a tentativa de reação do adversário na reta final, comentando: “Na parte final, o Vasco fez aquilo que qualquer treinador faria. Estava a perder 2-1 e arriscou para tentar chegar ao empate. Não tinha criado perigo até aí. Ele meteu dois jogadores na frente e ficou com um 4-4-2 puro e, depois, nós, com velocidade e espaço, fizemos três, fizemos quatro e, se houvesse mais tempo, faríamos mais. Mas o jogo esteve aberto até ao fim, apesar de não termos sentido dificuldades lá atrás”.

Gestão emocional do plantel

Um dos pontos mais marcantes da conferência foi a admissão de Mourinho sobre a gestão do plantel e a escolha do onze inicial, revelando um lado menos pragmático do que o habitual. O treinador confessou: “Costumo ser um treinador frio, que não olha muito a situações emocionais e esta semana fui diferente daquilo que sou. Pensei que jogando um jogo por semana, com muito pouca rotatividade, com jogadores que andavam a trabalhar muito e bem e praticamente não jogarem ou jogarem pouco, ou jogadores que saíam do banco e faziam bem, como fizeram bem os que entraram em Alvalade… e fui um bocadinho emocional”.

Justificou a decisão de dar oportunidade a certos atletas, acrescentando que “Há gente que merece jogar e fi-los jogar, correndo um bocadinho o risco de se perderem algumas das nossas dinâmicas”.

Profundidade do elenco

Apesar do risco assumido, Mourinho sentiu-se confortável com a profundidade do seu elenco. Explicou que “sabia que tinha no banco jogadores que têm jogado mais, principalmente os dois alas, que estão muito familiarizados com a nossa dinâmica”.

Observou também que “O Dahl começou a crescer mais com o Schjelderup na frente. O lado direito começou também a funcionar melhor”. Concluiu a reflexão sobre a sua gestão tática afirmando: “Mas não me arrependo das minhas decisões, foram para premiar gente que vem trabalhando bem. Treinadores com bancos ricos são privilegiados. Neste momento, estamos a conseguir meter no banco muitas opções”.

Apoio dos adeptos e motivação

Questionado sobre a atmosfera e o apoio dos adeptos, o técnico afastou a ideia de que resultados específicos contra rivais diretos fossem o motor da motivação atual. Segundo Mourinho, “Não há muitas palavras. Benfica é Benfica e benfiquista é benfiquista. Poder-se-ia dizer que ganhamos ao Sporting e provocamos isto, mas não é verdade. Empatámos com o Casa Pia, a seguir jogámos em casa com o Nacional e a situação foi igual. Não é mais motivação ou esperança de poder melhorar a classificação, trata-se de benfiquismo puro”.

Situação de Ivanovic e a Seleção

Por fim, José Mourinho foi interpelado sobre a situação de Ivanovic e a possibilidade de ser convocado para a seleção croata. Mantendo o respeito pela hierarquia, afirmou: “O mister é o mister. [Zlatko] Dalic é Dalic. Ele é que manda, longe de mim querer meter o bedelho”.

No entanto, destacou o valor do jogador, sublinhando que “neste momento, está a jogar mais minutos, eles golos demonstram o que pode fazer em situações específicas do jogo”. Mourinho acredita que “o Mundial permite aos treinadores pensar em mil e uma situações de jogo e ele, na especificidade de algumas, é um jogador perigosíssimo e que tem muito a dar às equipas”, terminando com “Com todo o respeito ao Dalic, ele que decida o melhor para a Croácia”.

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