O Benfica prepara-se para uma fase de intensas decisões no que diz respeito à composição do seu plantel para a próxima temporada. Com Mário Branco a liderar as movimentações no mercado, as incertezas relativamente à qualificação para a Liga dos Campeões e às vendas de verão condicionam o planeamento. Uma das prioridades inadiáveis é o reforço do eixo defensivo, setor onde o futuro de Nicolás Otamendi, o capitão de 38 anos, é a principal incógnita, com o seu contrato a terminar no final da presente época e sem decisão sobre a continuidade. O clube trabalha na antecipação de uma possível saída do argentino, que foi determinante desde a sua chegada em 2020/21, totalizando 278 jogos, 18 golos e oito assistências. A sua influência em campo e fora dele torna a sua sucessão um desafio complexo, exigindo um investimento considerável para encontrar um central de impacto imediato. O River Plate e o mercado norte-americano são apontados como destinos para Otamendi.
Internamente, Tomás Araújo, de 23 anos e formado no Seixal, destaca-se como uma das soluções para o futuro da defesa. Com 104 jogos pela equipa principal, o Benfica pretende mantê-lo, apesar do interesse de clubes como o PSG e emblemas alemães. Contudo, a situação de António Silva, de 22 anos, gera maior preocupação. Também formado no clube, o seu contrato termina na próxima época e as negociações para a renovação não avançaram, levantando o risco de uma saída a custo zero em 2027. António Silva procura um contrato longo, melhores condições salariais e garantias de mais utilização, o que pode ser difícil caso Otamendi permaneça. Desde que se estreou nas águias, já soma 178 jogos, com 10 golos e duas assistências. Há ainda Gonçalo Oliveira e Joshua Wynder a aguardar uma oportunidade, mas ambos sem espaço na equipa principal por enquanto. O Benfica enfrenta, assim, um verdadeiro quebra-cabeças
para definir a sua defesa para 2026/27.
Paralelamente, o futuro de Tiago Gouveia, extremo de 24 anos, está nas mãos de José Mourinho, que terá de analisar a sua situação depois de não conseguir impor-se no Nice. Tiago Gouveia já sabe que não vai continuar no Nice. O extremo de 24 anos encontra-se emprestado ao clube francês até ao final da temporada, mas já foi informado de que a cláusula de compra, avaliada em oito milhões de euros, não será acionada. Após um período de maior utilização, Gouveia perdeu espaço no Nice com a chegada de Claude Puel ao comando técnico, sendo utilizado apenas um minuto no último mês. José Mourinho terá de decidir se o inclui no plantel para a próxima temporada, considerando as várias opções existentes como Gianluca Prestianni, Dodi Lukebakio, Andreas Schjelderup ou Sidny Cabral. O jogador de Cascais, que já manifestou o desejo de trabalhar com Mourinho, com quem “já me disseram que iria gostar de trabalhar com ele”
, contabiliza dois golos em 24 jogos pelo Nice e regressa ao Benfica no verão. Formado no Benfica, o extremo também esteve nas camadas jovens do Sporting e teve uma passagem bem-sucedida por empréstimo ao Estoril. Andreas Schjelderup é uma das alternativas na manga
do diretor desportivo do Barcelona Deco para fazer face à mais do que provável saída de Marcus Rashford. Ainda assim, a prioridade é outra.