O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) arquivou a participação apresentada pelo Benfica contra o FC Porto, referente a um alegado episódio de racismo durante o Clássico da 25.ª jornada, que terminou empatado a duas bolas no Estádio da Luz. A decisão foi comunicada esta sexta-feira.
A queixa do Benfica baseava-se num vídeo viral onde um adepto do FC Porto exibia a imagem de um macaco num telemóvel e imitava os seus gestos na direção dos adeptos adversários. Os encarnados defenderam que, apesar da publicidade do comportamento e do seu alcance a “milhares de adeptos e espectadores”
, o FC Porto SAD não censurou nem se distanciou das atitudes do adepto, que agiu “de forma livre, consciente e voluntária, com o propósito de ofender e provocar”
.
Contudo, o CD concluiu que não existem indícios de que o gesto isolado, praticado na bancada afeta aos visitantes, tenha sido percecionado no momento por qualquer agente desportivo com ligação ao FC Porto. Os delegados da Liga e as forças de segurança também não descreveram o episódio em qualquer relatório oficial. A Comissão de Instrutores considerou que a ausência de um repúdio público posterior por parte do clube não preenche os requisitos do artigo 113.º do RDLPFP, que exige a demonstração de que o clube promoveu, consentiu ou tolerou tais comportamentos. O FC Porto já havia sido sancionado no mesmo jogo em 9.968 euros em multas por “comportamentos gravemente lesivos da ordem pública”
, incluindo assobios durante o minuto de silêncio e cânticos insultuosos, além do uso de pirotecnia.