A Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional aprovou esta sexta-feira o regulamento da centralização dos direitos audiovisuais. A proposta obteve um apoio esmagador, com uma votação superior a 90% das 33 sociedades desportivas presentes, que incluem 18 da Liga e 15 da II Liga. No entanto, houve duas exceções notáveis: o Benfica votou contra o modelo e o Nacional da Madeira optou pela abstenção.
O modelo aprovado será agora apresentado pela Liga Portugal e pela Federação Portuguesa de Futebol à Autoridade da Concorrência até 30 de junho, marcando um passo significativo rumo à centralização das transmissões do futebol em Portugal. “Este é o início de uma caminhada. Agradecemos a cooperação de todas as Sociedades Desportivas”, sublinhou o Presidente da Liga, Reinaldo Teixeira, no final da assembleia, citado pelo site do organismo. Na conferência de imprensa que se seguiu, o líder da LPFP reiterou a importância deste momento: “Este é o início de uma nova era”.
Questionado sobre as posições divergentes de Benfica e Nacional, Reinaldo Teixeira procurou contextualizar. A respeito da SAD “encarnada”, que se opôs à aprovação, o Presidente da Liga referiu que o Benfica tem “assumido uma posição clara, transparente e pública” desde que abandonou a Liga Centralização, o que não comprometeu o diálogo. “Contámos sempre com a SAD do Benfica, cooperante e participativa. Existe algum receio, em virtude de ser o clube com maior retorno financeiro nesta matéria. Mas sentimos uma apetência superior pelo produto. Nacional e internacional”, sustenta Reinaldo Teixeira. Já sobre a abstenção do Nacional da Madeira, o Presidente da Liga explicou que “o caso do Nacional resulta de um processo normal, pois entendia que a chave de distribuição deveria ter sido votada em simultâneo com o modelo de comercialização”, concluindo que o futebol profissional está “comprometido com esta realidade”. A próxima assembleia discutirá precisamente a chave de distribuição das receitas, um tema sensível dadas as expectativas dos clubes, especialmente dos “três grandes”.