João Gabriel critica perda de liderança e influência do Benfica

  1. João Gabriel criticou o Benfica
  2. Publicação no LinkedIn
  3. Perda de liderança e influência
  4. Benfica votou sozinho na Liga

João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, expressou a sua preocupação com o atual momento do clube, tanto a nível institucional como estratégico. Através de uma publicação no LinkedIn, intitulada “O continente que virou ilha”, Gabriel alertou para a diminuição da capacidade de liderança e influência do Benfica no panorama futebolístico português.

João Gabriel sublinha que “O Sport Lisboa e Benfica atravessa hoje um momento particularmente preocupante do ponto de vista institucional e estratégico. Mais do que resultados desportivos ou ciclos naturais de gestão, o que está em causa é algo mais profundo: a evidente perda de liderança e, mais grave, a erosão da sua capacidade de influência no ecossistema do futebol português”. O ex-diretor utilizou a recente assembleia geral extraordinária da Liga para exemplificar a fragilidade do clube no contexto atual. “A recente assembleia geral extraordinária da Liga expôs essa fragilidade de forma inequívoca”, afirmou. Reforçou ainda a sua postura crítica em relação à atual direção, realçando que “O Benfica votou contra o processo para a comercialização dos direitos televisivos já no modelo de venda centralizada”, acrescentando que “Fê-lo sozinho. Isolado. Este facto, por si só, seria impensável há poucos anos. O Benfica sempre foi um clube agregador, com peso, capaz de liderar e mobilizar vontades. Era o 'continente' onde muitos outros clubes se reviam e seguiam. Hoje, surge como uma ilha, distante, sem pontes, sem capacidade de arrasto.”

Para João Gabriel, um clube com a dimensão do Benfica não pode permitir-se atuar de forma reativa e sem uma visão clara. “Um clube com a dimensão e a história do Benfica não pode atuar de forma reativa, nem dispersa. Precisa de antecipação, de influência consolidada e de uma visão clara sobre o caminho a seguir. Quando essas peças falham, o resultado é este: isolamento, perda de relevância e incapacidade de condicionar decisões estruturais para o futuro do futebol português”, alertou. Concluindo a sua análise, Gabriel reiterou a mensagem de que o Benfica perdeu a sua posição de liderança e, consequentemente, a sua voz no futebol português. “O Benfica deixou de liderar. E, num contexto onde a influência é determinante, deixou também de ser ouvido. Isso não é apenas um sinal de fraqueza momentânea — é um alerta sério sobre a incapacidade como elemento estrutural deste Benfica.”

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